Aulas remotas na Uespi: Ministérios Públicos discutem acesso à internet dos alunos

A pandemia atrasou o inicio do período regular dos estudantes da Uespi, a aula remota é uma opção de retomar as atividades.

24/10/2020 11:39h - Atualizado em 24/10/2020 12:02h

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Os empecilhos para o início do período regular das aulas remotas na Universidade Estadual do Piauí (Uespi) foi discutido por órgãos do Estado nesta semana. Um dos maiores obstáculos a serem superados é a falta de conectividade por parte dos alunos mais carentes, de forma a permitir o acesso dos alunos de todos os cursos.

A reunião  aconteceu por videoconferência entre Ministério Público Federal (MPF), por meio do procurador regional dos Direitos do Cidadão, Kelston Pinheiro Lages e o Ministério Público do Estado (MP Estadual), por meio da procuradora-geral de Justiça, Carmelina Moura, o reitor da universidade , Nouga Cardoso, representantes da Coordenação do Curso de Medicina, da Diretoria da FACIME e de alunos.

 Em relação ao curso de Medicina, especificamente, o reitor Nouga Cardoso e o coordenador do curso também ponderaram a necessidade do fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPI´s), os preceptores e testes que precisam ser supridos para o retorno.


Aulas remotas na Uespi: Ministérios Públicos discutem acesso a internet dos alunos. Foto: Ascom

Além disso, o corpo administrativo da UESPI, repassou a informação de que o Governo do estado tem a intenção de não medir esforços em solucionar os problemas, assim, os Ministérios Públicos irão buscar reunião com o governador para tentar de maneira extrajudicial que essas promessas sejam cumpridas e que todos os alunos, de todos os cursos, possam retornar às suas aulas diante do enorme prejuízo que a sua paralisação provoca na vida dos acadêmicos.

Para o procurador regional dos Direitos do Cidadão “Assim como muitas universidades no país afora urge que os gestores saiam da inércia e tornem efetivas as medidas  apresentadas na reunião para o retorno às aulas, a fim de garantir a todos alunos, indistintamente, o direito fundamental ao acesso à educação. Estamos a exaurir a via administrativa antes de qualquer judicialização", frisou Kelston Lages.

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Edição: Da Redação

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