Baseada na metodologia STEAM, plataforma The Lab alia tecnologia, educação e arte

A metodologia coloca a criança como protagonista no aprendizado e, a partir dela, os alunos podem experimentar o pensamento científico

01/07/2022 16:12h

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A tradicional imagem da sala de aula com alunos enfileirados aprendendo o conteúdo apenas através daquilo que é exposto no quadro negro é a primeira coisa que vem a mente quando pensamos em educação. Contudo, o avanço das tecnologias está reconfigurando essa ideia de ensino e mostrando que os aparelhos tecnológicos e a internet podem ser valiosos aliados na expansão do conhecimento. Foi pensando nisso, que três professores universitários de Teresina criaram a The Lab, uma plataforma de educação baseada na metodologia S.T.E.A.M.

Criada na década de 1990 nos Estados Unidos, a S.T.E.A.M. é considerada uma metodologia ativa que tem como alicerce cinco disciplinas: a ciência, a tecnologia, a engenharia, a arte e a matemática. Por ser uma metodologia ativa, a S.T.E.A.M. coloca a criança como protagonista no aprendizado e, a partir dela, os alunos podem experimentar o pensamento científico e vivenciar os conceitos interdisciplinares a partir de atividades práticas e divertidas.

Foto: Reprodução/Pixabay

A metodologia é usada frequentemente em escolas de países como Estados Unidos, Finlândia, Suécia, Chile e Colômbia. No Piauí, a startup The Lab foi pioneira na aplicação da metodologia em escolas particulares de Teresina e Parnaíba. É o que explica o professor de Ciências e fundador da The Lab, Francisco Soares Santos Filho.

“A startup surgiu em 2018. Pensamos em trazer a proposta do S.T.E.A.M. para dentro da nossa ideia de startup, para lidar com o STEAM dentro da educação. Aproveitando a minha expertise como professor de ciências da rede pública e privada há 36 anos, tivemos a ideia em uma edtech, que é uma empresa de tecnologia voltada para a educação. A partir disso, começamos a financiar a startup a partir de recursos de editais de instituições como o SENAI, a FAPEPI, a FAPEMA e o CNPQ”, explica o professor.

Foto: Arquivo Pessoal

Atualmente, a The Lab possui duas vertentes. A primeira é uma plataforma on-line que se apresenta como recurso didático composto por experimentos práticos baseados na metodologia S.T.E.A.M. A plataforma está disponível para estudantes do ensino básico e ensino fundamental. Nessa vertente, os estudantes usam o aplicativo para por em prática conceitos de lógica, programação, tecnologia, sustentabilidade e empreendedorismo. 

“Por exemplo, se você vai ensinar um conceito para a criança sobre som, ao invés de você só falar do som, a gente faz uma experiência onde a criança constrói tambores usando materiais reciclados, como uma lata, e, com a tecnologia do nosso aplicativo, ela consegue captar o som por meio do decibelímetro, uma ferramenta que mede os decibéis, e vê isso também por meio de gráficos. Nisso, você integra: a ciência, quando fala de som e medida do som, que são os decibéis; a tecnologia porque usa um aplicativo; a engenharia porque a criança constrói um tambor; a arte porque a criança pode decorar o tambor; a matemática porque ela visualiza os gráficos e vê a forma de representação numérica encontrados para a medição do som”, esclarece o professor.

Foto: Jorge Machado/O Dia

A segunda vertente da The Lab é um livro publicado pela editora Ediouro. O material é composto por atividades e jogos passatempo alinhados com as habilidades inseridas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). No material impresso, os alunos têm acesso a 20 experiências da metodologia S.T.E.A.M, bem como a QRCODEs que encaminham os leitores para o aplicativo.

Foto: Arquivo Pessoal

“Hoje, a gente atende algumas escolas que usam isso como material didático e a assinatura da plataforma faz parte da lista de livros da escola. Quando pensamos a plataforma, pensamos em usá-la com crianças maiores, na faixa etária de 12 a 14 anos. No entanto, nós percebemos que os pais influenciam muito pouco nas atividades que as crianças fazem nessa idade. Isso seria mais frequente nas crianças menores. Com isso, a gente começou a projetar atividades para os primeiros anos do fundamental e para a educação infantil”, explica.

O aplicativo, assim como o livro, já estão disponíveis para estudantes do ensino básico e fundamental de escolas privadas e particulares do Piauí. 

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