Desligamentos por morte na Educação do Piauí aumentaram 270% em 2021

De janeiro a abril deste ano, foram registrados 17 desligamentos por morte; no mesmo período de 2020, foram cinco.

14/07/2021 11:33h - Atualizado em 14/07/2021 11:42h

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No Piauí, de janeiro a abril de 2021, foram registrados 17 desligamentos por morte na Educação. Neste mesmo período, em 2020, foram apenas cinco contratos de trabalho extintos, um aumento de 270%. Isso representa uma média de 195 óbitos para cada 100 mil habitantes. O Piauí aparece em 7º lugar no ranking nacional de desligamento por mortes na Educação. 

No mês de março deste ano, em apenas 15 dias, o Sindicato dos Professores das Escolas Particulares do Piauí (Sinpro-PI) recebeu 30 relatos de Covid-19 em escolas privadas do Estado.

(Fonte: gráfico Dieese)

Os dados são do Boletim Emprego em Pauta, divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), revelando que, no Brasil, o número de desligamentos por morte na Educação mais que dobrou no início de 2021, com a chegada da pandemia da Covid-19. O número de contratos de trabalho extintos na área cresceu 128% nos primeiros quatro meses de 2021, em comparação com o mesmo período de 2020. Ao todo, foram 1.479 desligamentos por morte entre janeiro e abril de 2021.

Nos primeiros quatro meses de 2021, a quantidade de desligamentos de trabalhadores por morte no Brasil aumentou 89%, saindo de 18.580 para 35.125. Na Educação, esse número mais do que dobrou. O setor foi o quarto com o maior registro de contratos formais extintos devido ao falecimento de trabalhadores/as.

(Foto: Jailson Soares/ODIA)

Áreas de atuação com mais óbitos

Entre as diferentes ocupações do setor, os Profissionais do Ensino (professores e coordenadores, entre outros) foram os que mais tiveram vínculos encerrados por morte: 612, em 2021. Entre esses profissionais, os professores com Ensino Superior que dão aulas no Ensino Médio, tiveram o maior aumento no número de desligamentos por morte. No início de 2021, essa quantidade mais que triplicou em relação a 2020, saltando de 26 desligamentos por morte para 93 óbitos.

Os trabalhadores que apoiam as atividades dos professores, como faxineiros, porteiros, zeladores e cozinheiros, formaram o segundo subgrupo mais afetado, com 263 desligamentos por morte.

O número de contratos extintos por morte entre professores de nível Médio que atuam na Educação Infantil e Fundamental também teve grande aumento: 238% nos quatro primeiros meses de 2021, saltando de 21 (2020) para 71 (2021). 

Maiores taxas

Rondônia (1600%), Amazonas (925%) e Mato Grosso (525%) foram os estados com o maior crescimento no número de desligamentos por morte em 2021, em comparação com o mesmo período de 2020. Essas três unidades da Federação também apresentaram as maiores taxas de mortalidade por Covid-19 até junho de 2021.

Faixa etária

Os trabalhadores com menos de 30 anos foram menos afetados. Ainda assim, nos primeiros quatro meses de 2021, os desligamentos por morte entre pessoas com idade entre 25 e 29 mais do que dobrou, passando de 24 desligamentos em 2020 para 46 em 2021 . Entre os trabalhadores/as na faixa etária entre 30 e 39 anos, o aumento foi de 148%, que registrou 221 óbitos de janeiro/2021, sendo que em 2020 foram 89 desligamentos por mortes.

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