Documentário piauiense retrata a cena LGBTQIA+ de Teresina

‘Comigo num-se-pode’, primeiro longa-documental sobre a cena LGBTQIA+ no Piauí, estreia no dia 23 de outubro deste ano

18/10/2022 16:33h

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Retratando de maneira memorialística a cena LGBTQIA+ de Teresina entre as décadas de 1980 e 2000, o longa documental ‘Comigo num-se-pode’ estreia no dia 23 de outubro deste ano. O documentário, de produção piauiense, tem como objetivo abordar os avanços e retrocessos que perpassam a comunidade, além de relembrar pessoas, lugares e espaços que dão forma ao atual cenário  LGBTQIA+ da capital do Piauí. 

(Foto: Divulgação)

A diretora do longa, Tássia Araújo, explica que o filme fala sobre a comunidade a partir de uma contextualização histórica, onde os arquivos da cidade, como jornais, fotos, vídeos e documentos, foram essenciais para a construção das narrativas. 

"É um filme que fala sobre a cena LGBTQIA+ de Teresina em um contexto histórico de expansão, a partir das pessoas que, apesar de únicas, compartilham experiências semelhantes no mesmo tempo e espaço. Há lembranças e lugares que são muito nossos. Penso que o público vai se identificar”, destaca a diretora. 

(Foto: Poliana Oliveira)

No documentário, as histórias e testemunhos ganham vida a partir de uma ressignificação da memória coletiva, retratando personalidades do cenário LGBTQIA+ de Teresina que se destacam por sua representatividade e existência. Dessa maneira, o filme busca proporcionar, a partir das histórias dessas pessoas, um movimento de reconhecimento individual e coletivo. 

“É a partir da década de 1980 que o papel social desempenhado por gays, lésbicas, drags, transexuais e travestis pode ser entendido não apenas no universo queer, da militância e dos espaços festivos, mas para além disso, ser compreendido em sua diversidade, pluralidade e potência", pontua a direção do documentário.

O 'Comigo num-se-pode’ será exibido no próximo domingo (23), às 19h no Theatro 4 de Setembro, localizado no Centro de Teresina. Os ingressos estão disponíveis online.

Fonte: Com informações da Ascom
Edição: Adriana Magalhães

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