É possível ter dengue, Influenza e Covid ao mesmo tempo, diz FMS

Como a covid-19 ou a Influenza H3N2, o vírus da dengue pode causar febre, cansaço, mal-estar e dor no corpo.

25/01/2022 10:11h - Atualizado em 25/01/2022 10:57h

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A diretora de Vigilância em Saúde, a médica Amariles Borba, alerta para o fato de que a contaminação pela covid-19 ou pela Influenza H3N2 não impede que o paciente contraia os vírus da dengue, chikungunya ou zika. Pelo contrário, caso a população não direcione esforços para também evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, casos de infecção por mais de um vírus podem vir a ser registrados.


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“Ou você deixa de criar mosquito na sua casa, no trabalho ou nas escolas, ou vamos ter, junto com a Covid e junto com a H3N2, três viroses ao mesmo tempo ou uma depois da outra. Todas essas doenças danificam nosso sistema imunológico, o risco é muito grande. Criação de mosquito não tem valor comercial”, destaca.

Foto: Assis Fernandes/O Dia

Como a covid-19 ou a Influenza H3N2, o vírus da dengue pode causar febre, cansaço, mal-estar e dor no corpo. Para distinguir as doenças, a pessoa contaminada deve ficar atenta aos demais sintomas causados pela doença transmitida pelo Aedes aegypti, como manchas vermelhas na pele, dores nas articulações e problemas gastrointestinais. Assim como a covid, a dengue pode levar a morte.

Amariles destaca ainda que a pandemia do coronavírus fez com que as pessoas esquecessem os cuidados básicos para evitar a disseminação de outras doenças, como o vírus da dengue, chikungunya e da zika. O resultado disso é que, segundo a Fundação Municipal de Saúde, somente em 2021, 706 mil ovos do mosquito fossem recolhidos por agentes de saúde em Teresina - quase o dobro do registrado em 2020.

O número acende o alerta para um possível aumento de casos de dengue, chikungunya e da zika, especialmente com a chegada do período chuvoso, já que o ovo do mosquito pode resistir por até 400 dias, esperando as condições apropriadas para eclodir.

Foto: Assis Fernandes/O Dia

“Esses ovos podem estar contaminados por um vírus ou dois tipos de vírus, podendo ser dois tipos de dengue, ou dengue e chikungunya ou zika. Isso nos leva a pensar que teremos muitos casos dessas doenças, porque em outros estados, como Pernambuco já está acontecendo um aumento de casos”, enfatiza 

Além do Aedes aegypti, os vírus da dengue, chikungunya ou zika também podem ser transmitidos pelo mosquito Aedes albopictus, conhecido como mosquito tigre asiático. Por ser alimentar de sangue humano ou de outro animal mamífero ou silvestre, o mosquito tem uma alta capacidade de reprodução, aumentando ainda mais os riscos para a população.

“Ele é um agravante que não tínhamos há seis anos. O Aedes aegeptys se alimenta apenas de sangue humano, já o albopictus se alimenta tanto de sangue humano como de animais. Então, se ele tem maior capacidade de alimentação, também tem maior capacidade de reprodução. Ou seja, a população de albopictus cresce num espaço de tempo muito menor do que o aegeptys”, reforça Amariles Borba.

Veja os sintomas:

Dengue: Febre alta, dor de cabeça, dor nos olhos, dores nas articulações, músculos e cansaço. Entre os sintomas menos comuns estão náuseas, falta de apetite, dor abdominal, diarreia e vermelhidão na pele.

Chikungunya: Febre acima de 39 graus, de início repentino, dores intensas nas articulações de pés e mãos. Entre os sintomas menos comuns estão dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele.

Zika: Febre, erupção cutânea, dor de cabeça, dor articular, conjuntivite (olhos vermelhos), dor muscular. Além disso, a zika pode também ser transmitida através de relações sexuais.

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