Julho das Pretas: ações alertam sobre violência contra mulheres negras

As atividades iniciaram no dia 19 e seguem até a quinta-feira (22).

20/07/2021 12:37h - Atualizado em 21/07/2021 09:59h

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No dia 25 de julho é celebrado o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. Para chamar atenção para a data, o Piauí está realizando ações voltadas para as mulheres negras do Estado. As atividades fazem parte do Julho das Pretas, que teve início no dia 19 e segue até o final do mês. O Simpósio acontece todos os dias, às 9h, com temáticas pertinentes voltadas para mulheres negras.


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O Julho das Pretas é um movimento coordenado pela Rede de Mulheres Negras do Nordeste nos nove estados. Nos últimos três anos, também tem se expandido em âmbito nacional. No Piauí, está na 7ª Edição e tem a Coordenação Geral do Instituto da Mulher Negra do Piauí-AYABÁS, em parceria com outras Organizações de Mulheres e que nessa edição de 2021, está consolidando a Rede de Mulheres Negras do Piauí..

Segundo Zenaide Lustosa, coordenadora de Estado de Política para as Mulheres (CEPM), a data vem para reforçar a importância de discutir esses temas, entretanto, não devem ser debatidos somente no mês de julho. “São atividades que desenvolvemos permanentemente, para que possamos contribuir para o combate à violência”, disse

Ao longo de toda a semana serão desenvolvidas ações em alusão ao Julho das Pretas. As transmissões acontecem a partir das 9h na página da Coordenadora da Mulheres (@cepmpi) e através do Facebook.

(Foto: Divulgação)

O Julho das Pretas surgiu em 2013, na Bahia, com os movimentos sociais protagonizando e reforçando o papel das mulheres negras na sociedade. Zenaide Lustosa reforça que o racismo e a violência são estruturais e que as mulheres e meninas negras são as que mais sofrem.

“Nós, enquanto Estado, fazemos o debate no sentido de dialogar com a sociedade para fazer o enfrentamento e também para propor políticas públicas, seja Econômica, Financeira, de Educação, Saúde, que possam impactar para diminuir essas desigualdades, inclusive no mercado de trabalho”, salienta a CEPM.

Casa Abrigo acolhe mulheres negras vítimas de violência

Ana Cleide Nascimento, coordenadora da Casa Abrigo Mulher Viva destaca a importância de ações como estas desenvolvidas pelo Governo do Estado. De acordo com ela, as políticas públicas e os debates precisam chegar até as mulheres que residem em bairros mais periféricos, para que elas tenham conhecimento do tipo de violência que sofrem, como denunciar e onde buscar ajuda. 

“Quando verificamos os dados da Casa Abrigo, percebemos que 80% das mulheres se autodeclaram pretas ou pardas. Quando observamos a renda, quase 80% estão desempregadas ou vivem de trabalho informal. Na programação, estamos indo dentro das comunidades. Precisamos discutir isso com as mulheres da periferia. Elas precisam se reconhecer nesse processo de racismo e que termina sendo internalizado, porque é estrutural, para que possam participar dessa resistência”, disse.

Como denunciar?

“A violência contra a mulher é aquele empurrão que a mulher acha que foi porque ele estava bêbado ou estressado, xingamento que deixa de baixo astral. Osso é violência contra a mulher. Se você está se sentindo assim, coagida, triste, pode buscar ajuda. A mulher que tiver criança também pode levar os filhos para a Casa Abrigo e faremos todos os encaminhamos para que tenha um vida normal”, pontua Ana Cleide Nascimento

Centro de Referência Francisca Trindade

Av. Joaquim Ribeiro, 835 – Centro (Sul) Teresina – 3º Andar. CEP: 64.001-480.


Centro de Referência Esperança Garcia

Rua Benjamin Constant, 2170 – Centro Norte; CEP: 64000-280. Telefone: (86)3233-3798 / 99416-9451. E-mail: [email protected]


Delegacias Especializadas à Mulher

Delegacia de Flagrantes de Gênero
Rua Coelho de Resende, S/N, Centro/Sul, Teresina-PI. Telefones: (86) 3216-5038/ (86) 3216-5042


Delegacia de Proteção dos Direitos da Mulher - Centro
Rua Coelho Rodrigues, 760, Centro, Ao lado do Shopping da Cidade e da Prefeitura. Teresina-PI. Telefone: (86) 3222-2323


Delegacia de Proteção dos Direitos da Mulher - Sudeste
Conj. Dirceu Arcoverde (por trás do 8º DP), Teresina-PI. Telefone: (86) 3216-1572


Delegacia de Proteção dos Direitos da Mulher - Norte
Rua Bom Jesus, S/N, Buenos Aires, Teresina-PI. Telefone: (86) 3225-4597


Delegacia de Proteção dos Direitos da Mulher - Sul
Rua Marechal Hermes da Fonseca, S/N, Praça da Integração, Parque Piauí-PI

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