Não usar máscara é "œjogar querosene" em incêndio, afirma W. Dias sobre Bolsonaro

Ontem (10), Bolsonaro pediu que o ministro da Saúde fizesse um parecer sobre a flexibilidade do uso de máscara

11/06/2021 10:14h

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governador do Piauí, Wellington Dias (PT), presidente do Consórcio Nordeste e coordenador da temática vacina do Fórum Nacional dos Governadores, disse que a proposta do presidente Jair Bolsonaro de dispensar o uso da máscara por quem já foi vacinado ou teve Covid-19 é igual ao jogar querosene em um incêndio enquanto todos tentam apagar o fogo.

"Uma declaração como essa é como estarmos em meio a um incêndio de grandes proporções no país, todo mundo trabalhando para apagar esse incêndio, e chega alguém e diz: 'joga querosene', e isso é mais grave quando é dito pelo presidente deste País", informou o governador.

(Foto: Reprodução)

Ontem (10), o presidente Jair Bolsonaro pediu ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que produzisse um parecer avaliando a possibilidade de flexibilização do uso de máscara no País

Wellington lembra que 75% dos brasileiros ainda não tomaram nem a primeira dose, a transmissibilidade do coronavírus ainda está descontrolada e muitos Estados estão com UTIs cheias de pacientes infectados. Ele afirma que todas as unidades da Federação vão continuar recomendando o uso de máscaras, já que uma pessoa vacinada ainda pode pegar a doença e transmitir o vírus.

“Lembre-se que temos uma medida para sua proteção e para a proteção das outras pessoas. Temos ainda alta transmissibilidade, elevado número de internações e óbitos, e mais de 75% da população não tomou a primeira dose. Quantos já tomaram a segunda dose? Nós temos que ir atrás é de vacina”, disse o governador. 

Ontem (09), o presidente Jair Bolsonaro pediu ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que produzisse um parecer avaliando a possibilidade de flexibilização do uso de máscara no País

Queiroga diz que fala de Bolsonaro sobre uso de máscara visa instigar pesquisas

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, minimizou o pedido feito pelo presidente Jair Bolsonaro - em meio ao atual recrudescimento da pandemia - para que seja produzido um parecer avaliando a possibilidade de flexibilização do uso de máscaras no País. Segundo Queiroga, a fala de Bolsonaro visa "instigar" pesquisadores brasileiros.

"O presidente quer estimular a pesquisa em todas áreas. Quando o presidente, de maneira muito eficiente, chama a atenção para esse ponto das máscaras, o que ele está querendo é atrair atenção da sociedade para que se instigue o espírito de investigação de nossos pesquisadores", declarou o ministro em entrevista ao programa Agora com Lacombe, da RedeTV!. Ele reforçou, contudo, que a utilização de máscaras ainda é importante neste momento. Só nesta quinta-feira, o Brasil registrou 2.344 novas mortes pela covid-19 e ultrapassou a marca dos 480 mil óbitos pela doença.

Mais cedo, Queiroga confirmou que atenderá a demanda do presidente pelo estudo. Ontem, Bolsonaro disse que pediu ao ministério um parecer desobrigando o uso do equipamento de proteção por pessoas já vacinadas ou que já tenham se contaminado pela covid-19. A ideia foi duramente criticada por especialistas, já que a imunização, apesar de anular a manifestação grave do coronavírus, não impede a sua transmissão, ainda em patamar elevado no País. Além disso, apenas 11,06% da população brasileira recebeu a segunda dose da vacina, e já há casos comprovados de reinfecção.

Durante a entrevista à RedeTV!, Queiroga chamou Bolsonaro de "excelente comunicador" e garantiu que o líder do Palácio do Planalto está "animado" com a campanha de vacinação contra a covid-19. Nesta semana, porém, o presidente voltou a questionar a eficácia dos imunizantes.

A utilização de máscaras foi flexibilizada em países como os Estados Unidos, onde a vacinação está avançada, diferentemente do Brasil. O país já ultrapassa os 50% de vacinados com a primeira dose, o que permitiu ao Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) afrouxar as medidas de controle da pandemia.

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Fonte: Com informações de Governo do Estado do Piauí e Estadão Conteúdo
Edição: Isabela Lopes

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