Piauí é o 3º estado do Brasil com maior taxa de mortes por combinação de álcool e direção

Estado tem o dobro da taxa nacional de mortes por acidente de trânsito atribuíveis ao álcool

22/09/2022 16:01h - Atualizado em 22/09/2022 18:37h

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O Piauí possui a terceira maior taxa de óbitos por acidentes de trânsito atribuíveis ao álcool no Brasil: são 9,6 mortes em decorrência dessa causa por 100 mil habitantes. O índice é maior que o nacional (5%). Os dados fazem parte da análise do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA) e foram divulgados a fim de conscientizar a população durante a Semana Nacional de Trânsito, que ocorre, anualmente, entre os dias 18 e 25 de setembro. 

Segundo as informações, em 2020, os acidentes de trânsito foram a principal causa de mortes atribuíveis ao álcool no Piauí, representando 25,7% desses óbitos no Estado. As maiores vítimas são homens (90,8%) e a faixa etária mais impactada é dos 18 a 34 anos (41,1%), seguida por 35 a 54 anos (33,5%).

Na contramão do cenário nacional, que registrou uma redução de 4,8% no número de mortes por acidentes de trânsito relacionados ao uso de álcool entre 2019 e 2020, o Piauí teve um aumento de 5%.


Dados revelam que o Piauí possui a terceira maior taxa de óbitos por acidentes de trânsito atribuíveis ao álcool no Brasil (Foto: CISA)

Em Teresina, índice de condução de veículo após o consumo de álcool é alto

Outro dado que chama a atenção no Estado e pode estar por trás desses números preocupantes é o alto índice de relato de condução de veículo após o consumo de álcool em Teresina. 

A frequência de adultos que disseram dirigir após a ingestão de bebida alcoólica foi de 10,8%, a segunda maior frequência no Brasil, sendo essa proporção maior em homens (19,1%) do que em mulheres (4%) – percentuais também maiores que as médias nacionais (5,3%, 9,7% e 1,6%, respectivamente).

Em Teresina, índice de condução de veículo após o consumo de álcool é alto (Foto: Pexels)

“Em um país de tamanho continental e de contextos culturais diversos, como é o Brasil, precisamos olhar de forma cuidadosa os dados locais para propor medidas e estratégias regionais eficazes para a redução do ‘beber e dirigir’. É fundamental que as fiscalizações sejam constantes e que o cumprimento das sanções ocorra de forma rápida e severa, além da promoção de campanhas de educação, sobretudo aos mais jovens”, destaca Arthur Guerra, psiquiatra e presidente executivo do CISA.

Vale ressaltar que a destreza e outras habilidades necessárias para a direção, como o tempo de reação e os reflexos, são prejudicadas muito antes dos sinais físicos da embriaguez começarem a aparecer. Isso porque, já nos primeiros goles, as inibições e a capacidade de julgamento são rapidamente afetadas, aumentando a probabilidade de tomadas de decisão equivocadas e de comportamentos de alto risco, como excesso de velocidade e falta do uso de cinto de segurança.


Semana Nacional de Trânsito: campanha alerta que fortes emoções não devem fazer parte do dia a dia do trânsito

Para além de conscientizar a população sobre o perigo de se combinar álcool e direção, a Semana Nacional do Trânsito 2022 tem como objetivo alertar a população de que fortes emoções, como raiva e medo, não devem fazer parte do dia a dia do trânsito. 

A organização do evento realizou um estudo onde foi constatado quais são os tipos de incômodo mais comuns que ocorrem no trânsito e geram estresse. A pesquisa revelou que o uso do celular ao volante é a atitude que mais causa incômodo a outros motoristas. Essa opção foi indicada por 31% das pessoas que responderam ao questionário. 

Em seguida, está o item motoristas “costuram” os outros veículos (25%), que dirigem devagar na faixa da esquerda (20%) e que não olham para o retrovisor (20%).

O levantamento mostra diferenças entre homens e mulheres. Trafegar devagar é um incômodo para 13% das motoristas. Enquanto para os homens, esse item alcançou 20% dos entrevistados. O carro colado na traseira, por outro lado, incomoda 21% das mulheres e 15% dos homens.

Apesar dos incômodos que ocorreram no trânsito, vale ressaltar que manter a calma e buscar ser pacífico é essencial para que acidentes graves e, até mesmo, crimes de trânsito, sejam evitados. 

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Fonte: Com informações do CISA e da Agência Brasil
Edição: Adriana Magalhães

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