Piauí registra 105 casos de influenza H3N2 nos últimos três meses; veja lista de cidades

Os dados são do último boletim da Influenza e são apresentados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) através dos trabalhos do Laboratório Central (Lacen)

18/01/2022 15:55h

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O Piauí registrou, até esta terça-feira (18), 105 casos de Influenza H3N2. Os dados começaram a ser contabilizados em outubro do ano passado e foram divulgados pelo Centro de Vigilância Estratégia em Saúde do Piauí (Cieves).

Segundo o Cieves, a faixa etária com maior número de contaminados é de 20 a 39 anos. Ao todo, 13 municípios piauienses confirmaram casos da doença. Os dados são do último boletim da Influenza e são apresentados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) através dos trabalhos do Laboratório Central (Lacen). 

Foto: Reprodução/Sesapi 

As cidades que apresentam mais casos da doença são a capital Teresina (45), Floriano (15), Alvorada do Gurgeia (14) e Picos (12). (Veja a lista abaixo:)

“Esses números não refletem o total de casos, esse é um trabalho de avaliação onde nossas unidades sentinelas enviam um quantitativo de cinco amostras que são enviadas ao Lacen para que  tenhamos uma noção da circulação de vírus presentes”, apontou Herlon Guimarães, superintendente de atenção básica da Sesapi. 

Os dados foram sendo registrados através da realização do painel viral nas amostras, que sempre é realizado a cada análise que entra para a identificação da presença da Covid-19 ou não. No entanto, devido à escassez de material no mercado para a realização dos testes e seguindo as orientações do Ministério da saúde, a nível de Piauí foi definido que 33 unidades hospitalares fornecem os dados de exames diariamente. “Esses exames passam por um processo de avaliação junto ao nosso laboratório central, e dessa forma podemos identificar que tipo de vírus está circulando no estado”, apontou o superintendente. 

De acordo com a recomendação da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), os testes devem ser realizados em todos os casos que necessitarem de hospitalização devido à sintomas respiratórios;  pessoas com sintomas respiratórios que façam parte do grupo de risco; profissionais da saúde com sintomas respiratórios; pacientes que precisem da hospitalização por outros motivos, de acordo com as normas de cada país; profissionais que apresentarem sintomas respiratórios e façam parte do grupo de serviços essenciais. A OPAS não recomenda a utilização de testes em indivíduos assintomáticos; para garantir acesso a locais públicos ou como requisito para sair do isolamento 

Mesmo sendo algo sazonal, os dados chamam atenção para o crescimento de síndromes gripais no Piauí. Os cuidados preventivos usados durante a pandemia devem permanecer.

“Os mesmos cuidados que a população aprendeu para evitar a Covid-19 ao longo da pandemia podem e devem ser adotados para evitar aumento dos casos de influenza. Esse trabalho conjunto com a população nos permitirá melhorar os serviços de saúde disponibilizados para a população“, destaca Herlon Guimarães

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