Piauiense com sangue raro ajuda a salvar paciente em Minas Gerais

De acordo com dados do Centro piauiense, a chance de encontrar um doador compatível é de 0,01% a 1% na população em geral.

02/03/2021 08:37h

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A piauiense Maria Araújo Ramos, 62 anos, fez um gesto especial no final do mês de fevereiro. Ela dirigiu-se ao Centro de Hematologia e Hemoterapia do Piauí (Hemopi) e doou seu sangue para um paciente que mora no estado de Minas Gerais. Ambos possuem um tipo de sangue raro, cuja especificidade está no sistema MNSs (S-s-U-).


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Foto: Divulgação/Ccom

Os sistemas de classificação do sangue mais amplamente conhecidos são o ABO e fator Rh. Segundo a Sociedade Internacional de Transfusão Sanguíne (ISBT) existem, atualmente, 40 sistemas que descrevem mais de 363 antígenos diferentes e esse número não é definitivo. Entre os antígenos já conhecidos, alguns são extremamente raros e alguns hemocentros do Brasil, a exemplo do Hemopi, já possuem Laboratórios de Fenotipagem que ajudam a encontrar tanto doadores quanto receptores com fenótipos raros

De acordo com dados do Centro piauiense, a chance de encontrar um doador compatível é de 0,01% a 1% na população em geral. No banco de doadores raros do Laboratório de Fenotipagem do Hemopi, há nove pessoas com esse perfil.

“O Hemopi faz atendimento ambulatorial para pacientes com doenças hematológicas, a exemplo da anemia falciforme e talassemia. Alguns dos pacientes que se submetem a transfusões constantes, desenvolvem anticorpos raros, o que torna ainda mais essencial ter um serviço que identifica esse fenótipos”, explica o supervisor do Laboratório de Imunohematologia do Hemopi, Pedro Afonso Sousa.

Essa identificação rara só foi possível por conta do Laboratório de Fenotipagem do Hemopi, que foi inaugurado em 2011 e, atualmente, conta com cerca de três mil cadastros, entre pacientes e doadores, como Maria Ramos.

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