Protesto na Câmara: empresários pedem reabertura do comércio em Teresina

Setor de indústria do Estado já contabiliza perdas de 16% a 20% com as atividades paradas durante a pandemia. Classe pede sensibilidade do poder público.

17/06/2020 09:16h - Atualizado em 17/06/2020 10:12h

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A movimentação amanheceu intensa em frente à Câmara Municipal de Teresina (CMT), onde empresários e industriais se reúnem em protesto pedindo a reabertura das atividades comerciais na cidade e em todo o Piauí. Segundo representantes da categoria, desde o início, o setor de indústria já acumula perdas de 16% a 20% em seu aporte financeiro, o que resultado na dificuldade de manutenção das empresas e, consequentemente, no aumento do desemprego.

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É o que explica o industrial Amaro Oliveira. Ele pede que o Governo e a Prefeitura se sensibilizem para a situação da classe com as atividades paradas desde março: “A nossa intenção é fazer com que o prefeito e o governador se sensibilizem e autorizem a abertura das nossas indústrias e nossos comércios, porque temos uma quantidade de demanda reprimida muito grande e a sociedade necessita de mão de obra, de recurso financeiro para movimentar a economia”, explica.


Foto: Reprodução

Amaro pontua que te muitos comerciantes e empresários abrindo suas portas em Teresina de maneira clandestina e que o poder público precisa tomar providências quanto a isso, porque não considera justo que uns se mantenham de portas fechadas cumprindo os decretos, e outros não. Ele menciona os prejuízos contabilizados até aqui.

“O desemprego no Brasil já chega aos milhões e no Piauí já tem de 70 mil a 80 mil pessoas desempregadas. Numa cidade pequena como a nossa em que a parte grande do empresariado é que carrega o governo estadual e municipal, é incontável o prejuízo”.

Classe quer volta ao trabalho com protocolos de segurança e fim do isolamento

Participando do protesto em frente à Câmara Municipal de Teresina, o presidente do Sindicato das Indústrias de Construção Civil do Piauí (Sinduscon-PI), André Bahia, defendeu o fim do isolamento social e o retorno às atividades comerciais com afastamento social, ou seja, respeitando uma série de protocolos sanitários que garantam a preservação da vida e a retomada da economia.

O representante dos industriais destacou que muitas empresas estão funcionando de maneira clandestina em Teresina e no Piauí sem seguir protocolos de saúde, o que acaba por impulsionar a disseminação do coronavírus. Segundo Bahia, se a reabertura do comércio e das indústrias fosse autorizada pelo poder público, isso não estaria acontecendo e a fiscalização poderia agir com mais eficiência.

“Tem um monte de gente trabalhando na clandestinidade. A cidade não está parada, não tem isolamento social. Muitos empresários não vieram porque estão trabalhando. É uma prova claríssima de que é muito melhor voltar a trabalhar com protocolos e com controle do que as pessoas estarem trabalhando na clandestinidade. Se você olhar para Teresina agora vai ver gente nas ruas indo e vindo, principalmente na periferia onde tem muito comércio abrindo sem autorização e burlando as regras de saúde”, pontuou André Bahia.

O empresário defende a volta das atividades comerciais e industriais preservando-se aquelas pessoas que são do grupo de risco e aplicando protocolos mais rígidos de controle sanitário para garantir a contenção da pandemia. Para André Bahia, é preciso enfrentar o coronavírus diretamente e não manter o isolamento esperando que os índices da doença reduzam quando a população não está cumprindo com as normas de quarentena.

“O que tem que se fazer é tratar precocemente a virose e ninguém pode ficar eternamente de quarentena. Nós temos que enfrentar o vírus com inteligência depois de passar 100 dias de pandemia. Tratar precocemente, preservar as pessoas do grupo de risco e as empresas voltarem com protocolos se saúde mais rígidos”, finalizou o empresário.

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Por: Maria Clara Estrêla, com informações de Eliezer Rodrigues

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