Reajuste de mensalidades escolares devem bater 10% em 2022 no Piauí, diz Sinepe

O presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino (Sinepe), Leonardo Airton, fez um balanço do ano letivo e das dificuldades enfrentadas pelos alunos e professores

06/12/2021 15:44h - Atualizado em 07/12/2021 00:18h

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Depois de dois anos conciliando aulas remotas e híbridas, a volta à rotina escolar em 2022 virá acompanhada, para muitas famílias no Piauí, de um reajuste nas mensalidades que deve chegar a 10% levando em consideração cada escola/faculdade, segundo informou nesta segunda-feira (06) o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino (Sinepe), Leonardo Airton, em entrevista à O Dia TV.


“É importante a gente esclarecer isso para os pais de alunos que o reajuste é uma decisão permitida. O que impactou é que tivemos uma inflação mais alta no ano de 2021. Nesse período, quase nenhuma escola reajustou o valor da sua mensalidade. Esse ano, infelizmente, tivemos uma inflação alta em torno de 10% e iremos fazer essa reposição. Cabe cada escola de acordo com a sua planilha definir o valor da sua mensalidade. Então vai ficar nessa média de 10%”, disse.


Leonardo Airton. Foto: Jailson Soares/ODIA

Leonardo também fez um balanço do ano letivo e das dificuldades enfrentadas pelos alunos e professores. Segundo ele, o investimento em tecnologia atendeu os critérios exigidos por órgãos fiscalizadores e proporcionou o retorno gradual às salas de aula.  

“Foi um ano muito difícil, um ano de superação. Nós buscamos investir em tecnologia e segurança para atender todos os critérios exigidos pelos órgãos fiscalizadores. Foi um ano de reinvenção porque a partir do segundo semestre colocamos alunos na sala de aula, não em sua totalidade por causa da pandemia. Com isso, buscamos dar segurança e todo o aparato tecnológico para que o aluno se sentisse bem assim como o professor para manter o ensino com qualidade”, disse.


Leonardo Airton. Foto: Jailson Soares/ODIA

A expectativa do Sinepe é que no próximo ano as aulas voltem 100% ao presencial. O motivo para isso é o avanço da vacinação entre alunos e professores. Em Teresina, por exemplo, profissionais da educação já foram vacinados e o município atingiu 84% da cobertura vacinal, segundo Leonardo.

“A nossa ideia é que o ensino volte ao presencial 100%. O Piauí é o segundo Estado do Nordeste com o maior número de vacinados com a primeira dose e está entre os cinco primeiros com a segunda. Teresina já passa de 84% da população vacinada. Todos os trabalhadores em educação sejam eles professores, profissionais do serviço administrativo, auxiliares, foram vacinados porque pertenciam à categoria que teve a sua prioridade. Então o que nós acreditamos é que alunos e professores têm mais segurança para voltar ao ano de 2022 – 100% presencial. Queremos dar continuidade a educação de excelência do Piauí”, completa.

Leonardo Airton. Foto: Jailson Soares/ODIA

Inadimplência nas escolas e faculdades preocupa

A inadimplência de alunos de escolas e faculdades preocupa o Sinepe. A pandemia do novo coronavírus fez com que muitos estudantes renegociassem suas dívidas para poder continuar estudando. Conforme Leonardo, as unidades ofertaram descontos para evitar a perda de alunos matriculados analisando individualmente cada caso.

“As escolas e faculdades fizeram tudo possível para não perder os seus alunos matriculados. Foram dados descontos e valores foram renegociados. O próprio Ministério Público, através do Procon, ajuizou uma ação para que houvesse um abatimento. As escolas fizeram a sua parte individualmente, levando em consideração a realidade de cada estudante. Portanto, a inadimplência nos preocupa bastante principalmente nesse momento de pandemia que estamos vivendo”, finaliza. 

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