Taxa de desemprego atinge novo recorde no Piauí, aponta IBGE

Entre abril, maio e junho, mais 12 mil piauienses entraram para a estatística do desemprego e o número de desalentados – quem desistiu de buscar uma ocupação – chegou a 235 mil.

31/08/2021 11:38h

Compartilhar no

O IBGE divulgou nesta terça-feira (31) a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) do referente ao segundo trimestre de 2021 e o levantamento traz um índice preocupante para o Piauí. É que o Estado registrou um aumento na taxa de desemprego entre os meses de abril, maio e junho e bateu o recorde histórico de desocupação.


Leia também: Piauí tem a 4ª maior taxa de informalidade do país, afirma IBGE 


Pela primeira vez, o Piauí atingiu a taxa de desemprego de 14,9%. Esta é a maior proporção já registrada desde 2012, quando o IBGE iniciou a PNAD. São consideradas desempregadas as pessoas com 14 anos ou mais de idade que estavam sem trabalho e procurando por uma ocupação.

Os dados apontam que o Piauí vem em uma crescente no desemprego desde quarto trimestre de 2020, quando havia registrado o menor índice: 12%. De lá para cá, a taxa de desocupação no Estado subiu para 14,5% nos três primeiros meses de 2021 até atingir o patamar de 14,9% no segundo trimestre. 

Entre abril maio e junho, 12 mil piauienses entraram para a estatística do desemprego. Esse número acabou puxando taxa de desocupação do Estado para cima aumentando-a em 0,4 ponto percentual em três meses. Ao todo, no final do segundo trimestre de 2021, o Piauí tinha cerca de 212 mil desempregados.

Para efeito de comparação, a taxa de desocupação no Piauí é maior inclusive que a taxa nacional. É que o Brasil teve uma leve recuperação no segundo trimestre deste ano saindo de um índice de desemprego de 14,7% para 14,1% no terceiro trimestre. Em contrapartida, o Piauí registrou aumento de sua taxa de desocupação nesse mesmo período, mantendo-a em 14,9%.

A nível de Brasil, o país possui cerca de 361 mil pessoas que conseguiram uma ocupação ou desistiram de procurar trabalho entre os dois primeiros trimestres deste ano. No total, cerca de 14,4 milhões de pessoas ainda permanecem desocupadas no país ao final de maio, abril e junho.


Foto: Assis Fernandes/O Dia

Número de desalentados subiu no Piauí

Outro dado que a PNAD do IBGE contempla é a taxa de desalentados – pessoas com 14 anos ou mais de idade que deixaram de procurar trabalho porque acreditavam que não iriam encontrar. No Brasil, ela teve uma queda de 6,5% no segundo trimestre de 2021 em relação ao primeiro: cerca de 388 mil pessoas saíram desta condição neste período. No entanto, ainda restam no país 5,58 milhões de desalentados.

No Piauí a realidade é outra: se no Brasil a taxa de desalentados deu uma leve reduzida, aqui no Estado ela subiu em 1,6% no segundo trimestre de 2021 quando mais de 4 mil piauienses deixaram de procurar emprego acreditando que não encontrariam uma vaga. Em comparação com o mesmo período de 2020, o aumento no número de desalentados no Estado foi de 31,1%, ou seja, 56 mil pessoas a mais nesta condição. 

Ao final do segundo trimestre de 2021, o Piauí possuía um total de 235 mil pessoas desalentadas.

Compartilhar no

É permitida a reprodução deste conteúdo (matéria) desde que um link seja apontado para a fonte!


Deixe seu comentário