Lourdes Melo defende fim do vestibular e vagas para todos na universidade

Para ela, a oferta de vagas no ensino superior deveria ocorrer de forma automática assim como acontece na transição do ensino fundamental para o médio.

15/09/2022 16:56h - Atualizado em 15/09/2022 17:08h

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A expansão da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) e a oferta de vagas para todos os alunos que saírem do ensino médio é uma das propostas defendidas pela candidata ao governo do Piauí, Lourdes Melo, do Partido da Causa Operária (PCO). Ela foi a entrevistada desta quinta-feira (15/09) no programa O Dia News, da O Dia Tv.

Para ela, a oferta de vagas no ensino superior deveria ocorrer de forma automática assim como acontece na transição do ensino fundamental para o médio. A escolha do curso ficaria a cargo do aluno a partir de suas aptidões. A candidata argumentou que o vestibular é um funil que divide a sociedade. 


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“No passado, não tínhamos escolas para todos. Agora tem escola para todos, mas não é uma escola de qualidade. Defendemos uma escola melhor, sem congelamento de recursos, universidades para todos e o fim do vestibular, para que todos possam avançar seus estudos. O recurso tem, tem que ter também é a expansão da universidade”, disse.

Foto: Jailson Soares / O Dia 

Lourdes Melo prometeu ainda piso salarial de R$ 7 mil para os professores da rede estadual de ensino ante os R$ 3.800,00. Na saúde, a candidata criticou o atual modelo de financiamento do setor e propôs saúde pública de qualidade para todos. 

“Saúde não pode ser uma mercadoria, que quem tem dinheiro paga e quem não tem vai para a fila de espera. Não podemos ficar fazendo essa diferenciação de quem morre primeiro na fila”, disse. Na área da segurança pública, Lourdes Melo criticou o planejamento de segurança e defendeu liberação de armas para um segmento da sociedade. 

“As pessoas hoje reclamam muito da questão da segurança pública. Nós dizemos que a polícia não é uma polícia que dá confiança perante a população. Com a revolução (socialista) a polícia seria eleita pela população. Defendemos que o segmento da sociedade que hoje morre, como indígenas, sem tetos e moradores rurais que eles tenham o direito de autodefesa”, disse. 

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