B-R-Ó-Bró exige cuidados redobrados devido altas temperaturas e baixa umidade

Com a chegada do período mais quente do ano no Piauí, uso de protetor solar e hidratação devem aumentar

20/08/2022 14:00h - Atualizado em 20/08/2022 14:13h

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Faltando pouco mais de dez dias para a chegada do B-R-Ó-Bró, que contempla os meses de setembro a dezembro, tradicionalmente conhecido como o período mais quente do ano no Piauí, todo cuidado é pouco. Afinal, a baixa umidade também exige atenção. Neste final de semana, oInstituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de perigo, devido a esta condição, para 212 municípios do Piauí.

Diante disso, fazer uso do protetor solar é imprescindível para proteger a pele. Devido às altas temperaturas no período, o dermatologista Lauro Rodolpho recomenda o uso do produto em horários específicos e maior hidratação do corpo. Segundo ele, o Piauí é uma região com temperaturas bastante elevadas desde as primeiras horas do dia, o que requer todos os tipos de cuidados.

(Foto: Reprodução)

“A partir de 8h da manhã a radiação já é bem incômoda para a pele e, diante disso, as pessoas já devem utilizar o protetor solar. Apesar do horário crítico de radiação ser entre 10h e 15h, analisando o cenário climático do nosso Estado, os cuidados devem ser entre 8h às 16h30”, pontua.

De acordo com o dermatologista, caso não se proteja, há possibilidade de queimadura na pele devido ao excesso de exposição à radiação, principalmente, a ultravioleta do sol. “Em nossa região, para que o calor cause queimaduras é difícil porque não há temperatura suficiente para isso, mas a sensação térmica pode ser muito incômoda para o indivíduo”, explica o especialista.

Um levantamento realizado pela Unicamp, em 27 estados brasileiros, indica que em 2021, 62% da população deixou de aplicar o filtro solar diariamente. Destes, 44% se expõem ao sol apenas pela manhã, 13% utilizam roupas para se proteger do sol e apenas 12% consultam o dermatologista para indicação do melhor filtro a ser utilizado.

Lauro Rodolpho comenta sobre o cenário climático brasileiro e que as queimadas podem intensificar consequências sérias ao organismo humano. “As queimadas acabam contribuindo para aquecer mais ainda o nosso habitat e isso gera consequências para o organismo também. Clima mais seco, menos úmido, associado a muita radiação e muito calor. Então o risco do organismo sofrer essas alterações climáticas é bem maior e, atualmente, estamos passando por essa mudança climática muito intensa, o que tem afetado a saúde de muita gente no nosso país e do mundo”, conclui.

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