Guerra na Ucrânia: Piauí aguarda resposta da embaixada brasileira para resgatar atleta

O chefe do Gabinete Militar do Estado informou como estão as tratativas para o retorno da atleta piauiense.

02/03/2022 10:12h - Atualizado em 02/03/2022 10:23h

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O chefe do Gabinete Militar do Governo do Estado, coronel Leandro de Melo Castelo Branco, revelou ao Portalodia.com como estão as tratativas para a operação de resgate da atleta piauienseKedma Laryssa, que está na Ucrânia. Segundo ele, o resgate da jogadora só será possível com a autorização da embaixada brasileira. Enquanto isso, Kedma está na cidade ucraniana de Kryvyi Rih e aguarda uma definição diplomática para retornar ao Brasil.

O coronel Leandro de Melo Castelo Branco informou que o Piauí está aguardando uma definição da embaixada brasileira para que providências para o resgate da piauiense sejam tomadas. A Ucrânia, país onde a jovem mora há seis meses, está em conflito com a Rússia há uma semana e já foi alvo de vários ataques de tropas russas, vitimando, inclusive, civis.

Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

"No momento em que a diplomacia entrar em um entendimento com a diplomacia russa e com a diplomacia ucraniana, nos passam as demandas e a gente toma as providências que foram necessárias para que isso aconteça. No que depender do Estado do Piauí, tudo está disponível para que aconteça o mais rápido possível", afirmou.

Ainda de acordo com o chefe do Gabinete Militar, a operação de resgate da jogadora deve ser pensada com cautela, já que, por estar em um território invadido por tropas russas, há o risco iminente de ataque.

"Por exemplo, se for pelo ar, ninguém pode entrar no campo aéreo, porque eles podem pensar que é uma aeronave que faz o transporte de algum artefato militar e fazer a tentativa de derrubar nossa aeronave. Por isso, não há possibilidade de fazer o resgate sem o entendimento diplomático e autorização prévia", destacou.

Kedma Laryssa atualmente aguarda o resgate com mais duas jogadoras, Lidiane Oliveira e Gabriela Zidoi, dos estados de São Paulo e Espírito Santo. As três jogadoras atuam no clube de futebol ucraninano Kryvbas Women e estão em um alojamento na cidade de Kryvyi Rih, uma das cidades menos atingidas pelo conflito até o momento. 

Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

"No momento que falei com ela, as outras duas jogadoras se manifestaram, uma do Espírito Santo e outra de São Paulo. Elas querem aproveitar essa oportunidade, com a possibilidade de retorno, para voltarem juntas, o que é natural. Elas pediram que, assim que nós fizéssemos o contato [solicitando o resgate], também falássemos em nome delas, porque elas também precisam retornar", afirmou.

Nesta terça-feira (1º), o Ministério das Relações Exteriores informou que mais de cem brasileiros já conseguiram deixar a Ucrânia após o início da invasão das tropas russas. Para deixar o país, os brasileiros estão precisando se deslocar para regiões fronteiriças, em especial na fronteira com Polônia e Romênia, de onde podem ser trazidos de volta para o Brasil.

O governo federal também informou que deslocou duas aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) para países vizinhos, onde ficarão posicionadas para auxiliar no resgate aos brasileiros.

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