Piauí integra forças de segurança para combater facções criminosas

O Piauí passa a contar com 33 novos operadores, mesma quantidade que o estado do Maranhão.

12/09/2022 10:20h

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Nesta segunda (12), foi realizada a formatura da nova turma de operadores da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (Feisp). Ao todo, 66 alunos, entre policiais militares e civis, além de bombeiros militares, concluíram o treinamento que capacita os participantes a atuar em missões inerentes às três instituições, como o combate às facções criminosas no Piauí. 


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A solenidade ocorreu na Avenida Maranhão, entre as alças da Ponte da Amizade. O local foi escolhido para marcar a cooperação entre Piauí e Maranhão, na formação dos novos operadores da Feisp. Os dois estados dispõem deste modelo de Força de Segurança e ofertaram disciplinas para a turma. O Piauí passa a contar com 33 novos operadores, mesma quantidade que o estado do Maranhão.

Foto: Tarcio Cruz/O DIA

Segundo a governador do Piauí, Regina Sousa, a integração entre as forças de segurança é fundamental para que o Estado possa dar uma resposta às organizações criminosas que atualmente atuam no Piauí. O objetivo do treinamento é nivelar os agentes de segurança para o enfrentamento a essas ações criminosas, em especial nas divisas entre Piauí e Maranhão.

“A nossa fronteira entre o Piauí e o Maranhão é bem longa, é ao longo do Rio Parnaíba. Então, vamos reforçar a segurança nas fronteiras e nos municípios ribeirinhos, promover investigações conjuntas, inclusive o combate a incêndios, no sentido dessa ajuda mútua. A gente também está analisando essas facções que estão cada vez mais ativas e precisamos fazer frente a isso, com essa integração interestadual”, afirma.

Foto: Tarcio Cruz/O DIA

O secretário de Segurança Pública, coronel Rubens Pereira explica que as organizações criminosas tem uma atuação interestadual e, sem uma integração entre as forças de segurança dos estados da federação, não é possível fazer esse enfrentamento. A ação dessas facções tem como foco o tráfico de drogas.

“O mercado do tráfico de entorpecentes é nacional. A droga que o Brasil produz é muito pouca, quase nada. Essas drogas são produzidas em outros países que fazem fronteira com o Brasil. Há uma preocupação do Governo Federal com as forças que atuam nessas fronteiras, mas temos que nos preocupar também regionalmente, porque essa droga está passando ou até mesmo ficando [nos estados] para consumo interno”, avalia.

No primeiro semestre deste ano a Feisp foi usada por um longo período no litoral do Piauí, atuando na prevenção e repressão aos crimes envolvendo facções criminosas. A Força pode ser acionada também para apoiar o Corpo de Bombeiros no combate a incêndios e outras missões.

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