
A ordem de liberação do defensor público Adriano Moreti, partida do gabinete do ministro Jorge Mussi em Brasília, só chegou na manhã de hoje (23) à Presidência do Tribunal de Justiça do Piauí. Apenas com o documento em mãos, o TJ poderá expedir o alvará de soltura.
Segundo Jurandy Porto, advogado do defensor público, a previsão era de que Adriano deixasse a sede do Greco, onde se encontra detido, até o começo da tarde, mas até as 15h, ele continuava preso. “É uma situação inusitada porque o Adriano é um preso solto. Isso não tem cabimento nenhum. Desde o começo essa prisão foi um erro”, afirma. O defensor cumpre prisão preventiva desde o último dia 19 de fevereiro, por crime de corrupção.
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Para o advogado, as acusações contra Adriano são "invenção e a Justiça está cometendo um equívoco”. Em entrevista ao PortalODia.com na manhã de hoje, o advogado disse que o principal argumento usado no Habeas Corpus foi a ausência de antecedentes criminais de Adriano. “É a prisão de um inocente que tem residência fixa, não tem antecedentes, exerce um cargo relevante e não apresenta nenhuma possibilidade de fugir ou de manipular testemunhas“, afirma o advogado.
O defensor foi afastado do exercício de suas funções enquanto correm as investigações. Ele responde a um processo por cobrar até R$ 5 mil de seus clientes para dar entrada em ações. Ele responderá ao processo em liberdade.
Edição: Nayara Felizardo