Morte de PM foi articulada por taxista e teria motivos passionais, diz polícia

Claudemir Sousa foi moro ao sair de academia no Saci. Taxista teria contratado os executores a pedido do mandante, que é funcionário da Infraero.

07/12/2016 06:49h - Atualizado em 07/12/2016 10:14h

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Atualizada às 07h28min

As diligências do GRECO e do BOPE resultaram na prisão de cinco pessoas envolvidas no assassinato do cabo Claudemir Sousa (foto abaixo). De acordo com o secretário Fábio Abreu e com o coordenador do GRECO, delegado Carlos César Camelo, a execução do PM foi articulada por um taxista. Ele teria sido contratado por um funcionário do setor de cargas da Infraero, identificado como Leonardo, que teria descoberto um relacionamento do PM com sua mulher.

O secretário Fábio Abreu informou que um dos executores do cabo Claudemir usava tornozeleira eletrônica. Imediatamente, a polícia acionou a Secretaria de Justiça que deu a localização do suspeito. A partir da prisão dele, ocorrida no bairro Promorar, foi possível chegar aos outros participantes e aos mandantes do crime.

“Os executores confessaram a participação direta no crime e apontaram o taxista como seu agenciador. Temos ainda a figura do mandante, que é um funcionário do setor de cargas da Infraero. Ao que tudo indica foi crime passional, já que a o PM teria se envolvido com a mulher ou ex-mulher do mandante. Esse mandante conhecia o taxista, sabia que ele tinha conhecidos no submundo do crime e pediu que ele providenciasse o homicídio, motivado, ao que consta, por ciúmes da mulher”, explica o secretário Fábio Abreu.

O suposto mandante do crime já foi localizado pela polícia e está sendo levado para o GRECO onde vai prestar depoimento ao delegado Carlos César e ao Secretário Fábio Abreu. O coordenador do GRECO informou que os criminosos receberiam a quantia de R$ 20 mil para tirar a vida do cabo Claudemir. Esse dinheiro não chegou a ser pago. A polícia investiga ainda se a mulher do mandante teria algum envolvimento com o crime.

Os executores são todos do bairro Promorar, mas um deles tinha se mudado há pouco tempo para a zona Norte porque já estaria sendo procurado pela polícia naquela região. O secretário Fábio Abreu acrescentou ainda que há 15 dias o cabo Claudemir já teria sido vítima de outra tentativa de homicídio.

Iniciada às 06h49min

A população do bairro Saci, zona Sul de Teresina, terminou o dia de ontem (06) assustada após um cabo do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (BOPE) ter sido brutalmente assassinado a tiros quando saía de uma academia na avenida principal. Claudemir Sousa se dirigia para seu veículo que estava estacionado na porta do estabelecimento, quando foi abordado por dois homens e não teve chance de defesa.

De acordo com o tenente Santana, do 6º BPM, que atendeu à ocorrência, o cabo Claudemir foi atingido com pelo menos quatro disparos de arma de fogo, sendo três nas costas e um no rosto. Ainda segundo o militar, ele teria retornado há pouco tempo de Brasília, onde esteve servindo à Força Nacional de Segurança.

Câmeras de segurança de estabelecimentos comerciais próximos ao local do crime mostram o momento em que os suspeitos saem de uma sorveteria, se dirigem até o cabo Claudemir e efetuam os disparos. Segundos a polícia, eles estavam em um carro modelo Fiat Uno Vivace.

Durante toda a madrugada, policiais do GRECO e do BOPE realizaram diligências para tentar localizar os autores do crime. Quatro pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no homicídio do cabo Claudemir. Eles foram conduzidos pelo BOPE para a sede do GRECO onde prestam depoimento ao secretário de Segurança, capitão Fábio Abreu.

O pai do cabo Claudemir e também policial militar, Manoel Alves de Sousa, também já havia sido ferido durante ação criminosa. Ele foi baleado em um assalto a uma ótica no Centro de Teresina em maio do ano passado, passou algumas semanas internado, mas conseguiu se recuperar e retornar ao convívio da família.



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Por: Maria Clara Estrêla

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