Corpo de homem morto por facção espera resgate em poço há 10 dias

Corpo foi jogado dentro de um poço no aterro sanitário de Teresina e a polícia aguarda o Corpo de Bombeiros retirá-lo do local para proceder com a perícia.

28/10/2022 10:33h

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O corpo de um homem que foi vítima de homicídio na zona Sul de Teresina está há 10 dias aguardando ser recolhido para que a polícia possa proceder com a perícia e continuar com as investigações. O crime aconteceu por volta do dia 19 e desde então o corpo está jogado dentro de um poço no aterro sanitário de Teresina. O local é profundo e demanda equipamentos especiais para que o corpo seja removido de seu interior. Equipamentos esses que, segundo a polícia, só o Corpo de Bombeiros possui.

Foto: Chico Filho/ODia

Em conversa com o Portalodia.com, o chefe de investigação do Departamento de Homicídios na zona Sul, Lourival Neto, explicou que o homem foi vítima da ação de facções criminosas na briga pelo controle do tráfico naquela região. 

“Se trata de uma área ade facção em que os bandidos dominam e não querem que ninguém de fora ande lá. Ele foi lá e mataram ele. Torturaram e mataram usando arma branca, arma de fogo, usando tudo. Fizeram todo tipo de crueldade com ele, mas a gente precisa do corpo para poder periciar e dar andamento ao inquérito. Só que essa remoção não depende da gente. Já fomos atrás dos Bombeiros, mas até agora não tivemos qualquer retorno”, explicou Lourival Neto.

Foto: Chico Filho/ODia

O chefe de investigação diz que a polícia já sabe quem é a vítima, já tem suspeitos do crime, mas precisa do corpo como prova material de tudo que aconteceu. “Já sabemos como tudo aconteceu, mas precisamos de materialidade para poder seguir com o processo. Os suspeitos torturaram ele, mataram, jogaram o corpo lá e cobriram com umas lonas e entulho para tentar disfarçar o mal cheiro. E quanto mais tempo passar, mais difícil fica a identificação e a confirmação do nome da vítima. Para isso, vamos precisar fazer um teste de DNA porque a olho nu não vai ter mais como”, finaliza o chefe de investigação.

A reportagem do Portalodia.com tentou contato com o Corpo de Bombeiros para saber sobre a informação repassada pela polícia. As ligações não foram atendidas. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

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