
O defensor público Adriano Moreti Batista foi solto na tarde desta segunda-feira (23), após passar quatro dias encarcerado na sede do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco).
Moreti havia sido preso na última quinta-feira, sob acusação de crime de corrupção, por supostamente cobrar R$ 5 mil para defender as pessoas que procuravam os serviços da Defensoria Pública - que, obviamente, devem ser gratuitos.
A ordem de liberação do defensor público foi expedida pelo ministro Jorge Mussi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e só chegou na manhã desta segunda-feira (23) à Presidência do Tribunal de Justiça do Piauí.
A previsão inicial era que Adriano deixasse a sede do Greco até o começo da tarde, mas ele só foi solto, de fato, depois das 15 horas.
Segundo Jurandy Porto, advogado do defensor público, não existem provas suficientes contra seu cliente. Para o advogado, as acusações contra Adriano são "invenção", e a Justiça cometeu um "equívoco” ao determinar sua prisão.
Em entrevista ao PortalODia.com na manhã desta segunda, o advogado disse que o principal argumento usado no Habeas Corpus foi a ausência de antecedentes criminais de Adriano. “É a prisão de um inocente que tem residência fixa, não tem antecedentes, exerce um cargo relevante e não apresenta nenhuma possibilidade de fugir ou de manipular testemunhas“, afirmou o advogado.
O defensor foi afastado do exercício de suas funções enquanto ocorrem as investigações. Apesar da gravidade das acusações, Moreti responderá ao processo em liberdade.