Juiz nega transferência de PM acusado de matar cabo a tiros

Na decisão judicial, o juiz também determina a remoção em caráter de urgência de Francisco Ribeiro para Penitenciária de Campo Maior.

18/02/2019 16:18h

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O juiz da Central de Inquéritos de Teresina, Valdemir Ferreira Santos, negou a transferência do soldado da Polícia Militar do Maranhão, Francisco Ribeiro dos Santos Filho, para o sistema prisional do Maranhão. O policial é acusado de matar a tiros o cabo da PM do Piauí, Samuel Borges, após uma discussão durante uma abordagem na zona Leste de Teresina. O crime aconteceu no último dia 2 de fevereiro.

Segundo o magistrado, não cabe realizar o recambiamento do detento para o estado onde exerce a profissão de PM, em razão de se tratar de crime cometido no Estado do Piauí e o recambiamento do preso dificultaria a própria instrução criminal.

Na decisão judicial, o juiz também acata o pedido da  Secretaria de Justiça do Estado do Piauí e determina a remoção em caráter de urgência de Francisco Ribeiro dos Santos Filho da Penitenciária Irmão Guido, em Teresina, para Penitenciária José Arimateia Barbosa Leite, em Campo Maior. 

"Analisando atentamente a recomendação do Diretor da Unidade de Administração Penitenciária, entendo que merece atenção, visto se tratar de situação delicada, pois o crime em comento foi praticado contra Policial Militar do Estado do Piauí e foi praticado em frente ao filho da vítima, menor, fatos estes que geraram grande repercussão social", assegura.

Entenda

O soldado da Polícia Militar do Maranhão, Francisco Ribeiro dos Santos Filho, é acusado de matar com três tiros o cabo da Polícia Militar  do Piauí, Samuel Borges, em frente ao filho da vítima, no bairro Jóquei, zona Leste de Teresina. O homicídio, segundo a Polícia Civil, teria sido motivado por uma abordagem do cabo da PM-PI ao soldado Francisco Ribeiro dos Santos Filho. A vítima vinha com o filho em uma motocicleta na Avenida Presidente Kennedy quando teria avistado o suspeito em uma motocicleta sem placa e portando uma arma de fogo.  A vítima filmou toda a abordagem, inclusive o próprio assassinato. 

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Por: Nathalia Amaral

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