MPF denuncia três presos na Operação Alavancada

Eles foram apontados durante as investigações como os principais operadores do esquema criminoso

14/06/2022 14:42h

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As três pessoas presas durante a Operação Alavancada, desencadeada nesta terça-feira (14/06) pela Polícia Federal nas cidades de Floriano (PI), Brasília (DF), Formosa (GO) e Cuiabá (MT), foram denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF). São eles: os irmãos Pedro Gil da Fonseca Duarte e Isabela Fonseca Alves Duarte e o primo Matheus da Fonseca Correia.

Eles foram apontados durante as investigações como os principais operadores do esquema criminoso que movimentou mais de R$ 12 milhões e faz mais de 300 vítimas em Brasília, Floriano, Elizeu Martins, Corrente e Teresina. No esquema de pirâmide financeira, as vítimas investigam quantias que variavam de R$ 5 mil a R$ 430 mil.

Foto: Divulgação / PF

No oferecimento da denúncia, O MPF apontou o crime de cometido contra o Sistema Financeiro Nacional, que possui pena que vai de dois a oito anos de reclusão e multa. O MPF pediu à Justiça que os réus sejam condenado ao pagamento de R$ 14 milhões como ressarcimento dos danos morais coletivos causados e o bloqueio de bens.

Foi requerido ainda a manutenção da prisão preventiva de Pedro Gil da Fonseca Duarte, apontado como líder do grupo. Ele é alvo de outras investigações por vários crimes, entre eles, estelionato, no âmbito da Polícia Civil do Distrito Federal e na Polícia Civil do Piauí.

COMO O ESQUEMA FUNCIONAVA

As investigações tiveram início depois de denúncias de que a empresa 2P Trader Investimentos estava oferecendo ao público em geral espécie de contrato de investimento coletivo, denominado “Contrato para Realização de Operações nos Mercados Administrados por Bolsa de Valores e/ou por Entidade do Mercado de Balcão Organizado”.

A empresa que tem Pedro Gil como sócio administrador atuava sem a devida autorização, uma instituição financeira, para a captação de clientes que investiriam nos mercados de valores mobiliários. A oferta era de ganhos de até 18% ao mês, mas a sem menção aos riscos associados.

Pedro Gil foi o principal idealizador do esquema criminoso e quem possuía a palavra final quanto à gestão e investimento dos montantes arrecadados do público em geral. Isabela Fonseca atuava como advogada, responsável por comandar a parte jurídica para dar sustentabilidade à pirâmide e renegociar dívidas e Matheus da Fonseca, responsável por captar clientes na cidade de Floriano (PI).

Os relatórios de inteligência financeira mostram que Pedro Gil teria movimentado por sua conta pessoal, no período de 5 março de 2020 até 28 de fevereiro de 2021 o montante de R$ 3.402.770,00 a crédito e R$ 3.347.302,00 a débito.

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Fonte: Com informações do MPF

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