Padrasto é suspeito de estuprar e engravidar enteada de 13 anos

A suspeita é de que a criança, que está grávida de seis meses, vinha sendo violentada sexualmente desde os 10 anos de idade. Suspeito está solto.

06/11/2018 17:32h

Compartilhar no

Um homem ainda não identificado é apontado como principal suspeito de estuprar e engravidar a própria enteada, uma menina de apenas 13 anos. Segundo informações do Conselho Tutelar de Teresina, a criança mora com a mãe, o padrasto e mais três irmãs em uma casa na região do bairro Satélite, na zona Leste de Teresina. O caso foi registrado na última sexta-feira (2), na Central de Flagrantes de Gênero.

De acordo com o conselheiro tutelar Djan Moreira, a vítima sofria constantes abusos sexuais do padrasto desde os 10 anos de idade e está grávida de seis meses. A suspeita é de que o padrasto seja o pai do bebê. “Ele ameaçava cortar o pescoço dela, caso ela contasse pra alguém o que estava acontecendo. Só veio à tona porque uma enfermeira que é amiga da família visitou a menina e percebeu que ela estava gestante”, relata.

Apesar do corpo magro e da barriga aparente de seis meses de gestação, a mãe da criança relatou ao Conselho Tutelar que não sabia que a criança estava grávida ou dos abusos sofridos pela menina. “Ela disse que não desconfiava, que trabalhava o dia inteiro e ela ficava sozinha em casa com o padrasto”, conta o conselheiro tutelar, acrescentando que os estupros aconteciam também quando a mãe estava em casa e se recolhia para dormir.

A mulher tem outras três filhas com o suspeito. No entanto, não há suspeita de que as outras crianças também tenham sofrido violência sexual. Apesar da gravidez da menina, o suspeito não foi preso, por não ter sido configurado o flagrante.  “Nós queremos que o processo seja acelerado e a prisão dele seja decretada. Por mais que tenha uma criança, que é a prova visível do estupro, a lei diz que não há o flagrante, por isso ele não foi preso”, destaca Djan Moreira.

Por medidas de segurança, a mãe e as filhas tiveram que abandonar a casa onde moravam com o suspeito e foram encaminhadas para um lar temporário. De acordo com o Conselho Tutelar, por estar com seis meses de gestação, não é possível que a menina faça o aborto previsto pela lei em casos de estupro. Contudo, após o nascimento, o bebê será entregue para adoção.

É permitida a reprodução deste conteúdo (matéria) desde que um link seja apontado para a fonte!

Compartilhar no
Por: Nathalia Amaral

Deixe seu comentário