Polícia Federal faz buscas por estudante de medicina acusado de estuprar irmãs e primas

Todas as unidades de fronteiras aéreas e terrestes brasileiras foram comunicadas e estão em alerta para o caso de Marcos Vitor tentar fugir do país.

13/10/2021 10:40h - Atualizado em 13/10/2021 12:08h

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O estudante de medicina Marcos Vitor Aguiar Dantas Pereira, de 22 anos, acusado de ter estuprado duas primas e duas irmãs em Teresina, está sendo procurado pela Polícia Federal. A PF entrou nas buscas pelo acusado, por conta do risco de que ele fuja do país para o exterior.

A informação foi confirmada pela própria Polícia Federal por meio de nota na manhã desta quarta-feira (13). Com o acionamento da PF sobre a possibilidade de fuga de Marcos Vitor do Brasil, todas as fronteiras aéreas e terrestres foram comunicadas e se encontram em alerta.

mandado de prisão preventiva contra Marcos Vitor foi expedido pelo juiz Valdemar Ferreira, da Central de Inquéritos de Teresina, nesta terça-feira (12). O processo, no entanto, segue em segredo de justiça. Sem conseguir localizar o acusado, a polícia está pedindo a ajuda da população, que pode fazer denúncias através do número (86) 3216-5225, caso tenha informações sobre o paradeiro do estudante.

Marcos Vitor estava residindo em Manaus, Estado do Amazonas, cursando Medicina em uma faculdade particular. Ele vem sendo procurado pela Polícia Civil do Piauí desde que a denúncia de abuso sexual praticado contra as primas e as irmãs veio à tona, no final de setembro. Quem denunciou Marcos Vitor foi a própria mãe de uma das vítimas. 


Marcos Vitor Aguiar Dantas Pereira está sendo procurado também pela Polícia Federal - Foto: Reprodução/Instagram

“Tudo começou quando minha filha tinha 5 anos. Ela nos contou a situação em julho. Nós investigamos e descobrimos outras vítimas, que são primas dela. Ele é da família, é enteado da minha irmã, irmão das outras vítimas e primo também. Não tínhamos suspeita dele, ele era alguém que tínhamos como sobrinho, nós tínhamos plena confiança nele”, disse Priscila Campos ao denunciar Marcos Vitor.

Desde então, a Polícia Civil do Piauí, por meio da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítima (DPCA), vem tentando intimar o estudante de medicina, mas até o momento ele não foi localizado. Ele chegou a ser procurado em sua residência em Manaus, mas não foi encontrado. As buscas também aconteceram na casa da mãe dele, mas também sem sucesso.

Nesta quarta-feira (13), a Polícia Federal se juntou à Polícia Civil para dar apoio operacional nas buscas por Marcos Vitor.

O Portalodia.com está tentando contato com a defesa de Marcos Vitor.

“Não estamos antecipando juízo condenatório”, rebate delegado

Em conversa com a reportagem de O Dia nesta quarta-feira (13), o delegado-geral de Polícia Civil do Piauí, Luccy Keikko, rebateu as alegações da defesa de Marcos Vitor de que o estudante de medicina esteja sendo tratado como se já houvesse condenação antes mesmo da conclusão da investigação dos crimes. Keikko lembrou que a ordem de prisão foi expedida porque o alvo do inquérito não foi localizado em nenhuma das tentativas de contato nos endereços fornecidos à polícia.

“Desde o início não se demonstrou boa fé em participar e esclarecer os fatos que estão sendo investigados. Ele devia ter comparecido desde o começo das investigações, mas não vou entrar no mérito da defesa. Acredito que qualquer ser humano normal não consegue viver fugindo a vida toda, mas quero deixar claro que não estamos antecipando juízo de condenação. O que existe é um mandado de prisão que precisa ser cumprido”, explicou Luccy Keikko.


Luccy Keikko é delegado geral do Piauí - Foto: O Dia

O delegado-geral acrescentou ainda que o pedido de prisão feito pela polícia e acatado pela justiça passou pelo crivo do Ministério Público e do próprio Judiciário. “São três órgãos que a defesa tem que questionar”, finalizou o delegado-geral.

O Portalodia.com segue tentando contato com a defesa de Marcos Vitor.


Aguarde mais informações.

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