Professor suspeito de estuprar aluno de oito anos em escola é preso em Teresina

Uma professora também foi presa por prevaricação, uma vez que ela soube do crime e não relatou aos órgãos competentes

06/05/2022 12:55h - Atualizado em 06/05/2022 13:06h

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A Polícia Civil do Piauí prendeu, nesta sexta-feira (06), o professor de iniciais V.R.A., suspeito de abusar sexualmente de um aluno de apenas oito anos dentro do banheiro da Escola Municipal Monteiro Lobato, no bairro Angelim, zona sul de Teresina. As investigações tiveram início após a família denunciar a prática abusiva.

O professor foi preso pelo crime de estupro de vulnerável. Além do acusado, uma professora da escola também foi indiciada pelo crime de prevaricação, uma vez que teve conhecimento da ocorrência e não comunicou às instituições competentes

(Fotos: Divulgação/PCPI)

A prisão do professor ocorreu em ação conjunta entre a Gerência de Polícia Especializada (GPE) e a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Segundo o delegado Matheus Zanatta, gerente da GPE/ PC-PI, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e prisão preventiva na residência do suspeito, localizada no bairro Ilhotas, zona Sul da Capital. No local, foram encontradas provas materiais, que serão inseridas no procedimento policial. 

“O inquérito está sendo presidido pela delegada Lucivânia Vidal, titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, que colheu depoimentos e fez diligências em campo. Também foi pedido perícia, que deu positivo para o crime de estupro”, destacou o delegado, acrescentando que o inquérito foi concluído e será remetido ao poder judiciário.

Família relatava que filho foi agredido para não contar abuso

Em entrevista à ODIA TV, a mãe da criança relatou que o professor acusado do crime chegou a fazer ameaça contra a sua família caso o menor de idade revelasse a violência sexual sofrida no banheiro da escola. 

“Se tu contar para o teu pai, para tua mãe, eu vou machucar tua mãe, vou matar tua mãe. Ele disse que quanto saiu do banheiro, no recreio, disse que falou com a professora e ela disse que ia conversar com ele. Ai ele viu ela conversando com ele e ninguém providenciou nada”, disse a mãe da criança sobre os relatos que ouviu do filho.

A mulher explicou que percebeu o filho triste e sem apetite durante três dias. A febre e outros sintomas parecidos com os da dengue a fizeram desconfiar da doença. Contudo, percebeu que o filho sofreu uma violência sexual depois que a criança relatou dores e assadura nas partes íntimas. 

“Ele foi para o colégio, alegre. Quando o pai dele foi buscar, ele já chegou triste. Ele só tirou o tênis e deitou. Ele passou três dias passando febre, não comia, só tomava soro e água de coco. Minha filha falou com ele e ele contou tudo. Disse que ele bateu, chutou a barriguinha dele, deu um muro na boca dele e desceu a roupa dele e fez”, disse. 

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