“Entre a vida e a aula, optei pela vida”, diz Wellington sobre volta às aulas presenciais

Governador comentou a insatisfação de alguns setores com o adiamento do retorno presencial. Segundo Wellington, o Piauí estabilizou em alta os casos de covid.

16/02/2022 10:15h - Atualizado em 16/02/2022 10:23h

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O governador Wellington Dias (PT) comentou nesta quarta-feira (16) sobre a insatisfação de alguns setores sociais com o adiamento do retorno às aulas presenciais nas escolas da rede estadual, enquanto que as instituições particulares de ensino já voltaram a operar no modelo híbrido e presencial. 


Leia também: Retorno de aulas presenciais na rede estadual do Piauí acontece dia 3 março 


Em decreto publicado no começo do mês, o governo adiou a volta às aulas presenciais no Piauí para o dia 03 de março devido ao aumento dos casos de covid-19, sobretudo em crianças. Hoje (16), Wellington reconheceu que a medida não agradou, mas reforçou que seguiu aquilo que recomendaram os comitês científicos estadual e do Nordeste.

“Eu sei que não agrada, sei a importância de aula presencial, mas entre a vida e a aula, eu fiz uma opção pela vida. Entrando na fase de estabilização, dando sinais de decrescimento, não tenha dúvida: a primeira medida que tomaremos é relacionada à educação para que tenhamos condições de retorno às aulas”, disse o governador.


Foto: Assis Fernandes/O Dia

Wellington lembrou que o decreto estadual de adiamento do retorno presencial às aulas manteve a flexibilização para tomada de decisão a nível local, ou seja, os municípios tinham autonomia para seguir ou não a orientação do governo. 

Aqui em Teresina, o secretário de Educação, Nouga Cardoso, defendeu o retorno das aulas presenciais da rede municipal e comentou que o impedimento para isso está em um dos itens do decreto governamental que estabelece a suspensão sempre que a ocupação de leitos para tratamento da covid passar de 50%.


Retorno das aulas presenciais no Piauí foi adiado em decreto - Foto: Assis Fernandes/O Dia

Ao avaliar o cenário, o governador destacou que as medidas foram necessárias porque nas semanas anteriores o Piauí assistiu a um crescimento nas internações por coronavírus. De acordo com Wellington, cinco das sete regiões de saúde do estado chegaram a ter ocupação quase total de leitos nos hospitais.

A perspectiva, no entanto, é de melhora. “Estamos no que podemos chamar de estabilização em alta, ou seja, não tem crescido os casos como vinha crescendo. A tendência acontecendo no Piauí, que é a mesma do Brasil e dos outros países, é caminhar para a estabilização em alta mas na perspectiva de queda, e o melhor caminho é o da prevenção, por isso a parte de suspensão do retorno das aulas”, finalizou Wellington.

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