Contratos entre Prefeitura de Teresina e setor cultural serão mantidos até dezembro

A manutenção dos contratos visa garantir a execução dos projetos culturais até o novo modelo de gestão ser implementado

18/05/2021 08:43h

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Os contratos entre a Prefeitura de Teresina e as organizações não-governamentais (ONGs), que prestam serviço ao poder público municipal serão mantidos até dezembro deste ano. De acordo com o órgão municipal, a medida visa garantir a execução dos projetos culturais e dar tempo para que o novo modelo de gestão seja amplamente debatido entre a prefeitura, a classe artística e a população em geral.

Na semana passada, a prefeitura anunciou que as organizações sociais (OS) teriam seus recursos suspensos, mas voltou atrás, destacando que o órgão errou e corrigiu a informação, ressaltando que, na verdade, será feita uma nova dinâmica nos editais culturais de Teresina.

(Foto: ODIA)

Na nova proposta está a ampliação dos projetos culturais e ainda uma maior contratação de profissionais da área da cultura, dando mais oportunidades aos artistas da capital. Após debatido e finalizado, o projeto será encaminhado para votação na Câmara Municipal de Teresina, dando total transparência ao processo.

O prefeito de Teresina, Dr. Pessoa reafirma o seu compromisso com a cultura da capital e que a gestão está totalmente aberta para o diálogo. “O que estamos fazendo é uma gestão transparente, onde todos são ouvidos independente de questões partidárias”, afirma o prefeito Dr. Pessoa.

(Foto: Rômulo Piauilino / Semcom)

Atualmente a gestão municipal tem contratos na área da cultura com a Associação dos Amigos da Orquestra Sinfônica de Teresina e Associação dos Amigos do Balé da Cidade. Juntas, elas administram as orquestras municipais, Banda Escola, Balé da Cidades e diversos cursos realizados no Palácio da Música e nos teatros municipais.

Artistas se manifestaram contra a suspensão dos recursos

Na última quinta-feira (15), a Associação dos Amigos da Orquestra Sinfônica de Teresina (AAOST) e a Associação dos Amigos do Balé da Cidade se reuniram para manifestar em relação à decisão da Prefeitura Municipal de Teresina (PMT) sobre o rompimento do contrato da gestão que garantia os repasses para o funcionamento dos projetos.

“São 76 famílias que vão ficar desempregadas, porque pelo momento que estamos, não tem emprego. Não houve diálogo, foi sem avisar que cortaram os contratos e ainda fomos acusados, o que fica é a dor, de que o que fizemos pela cidade, não valeu a pena fazer”, disse o maestro Aurélio Melo, presidente da AAOST.

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