Crise dos ônibus: Sem mudanças, decreto de calamidade no transporte completa dois meses

Até uma empresa da Bahia foi cogitada para atuar em Teresina, 60 dias depois a sensação da população é de que nada mudou.

28/12/2021 12:23h

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Após  dois meses do decreto de calamidade no Transporte Público de Teresina, o que foi feito? A pergunta ecoa nos corredores dos ônibus que circulam pela capital. Em meio a ameaças e ofensas aos empresários, feitas pelo vice-prefeito Robert Rios, a gestão Dr. Pessoa prometeu tomar medidas enérgicas para reestabelecer a regularidade os serviços, até uma empresa da Bahia foi cogitada para atuar em Teresina, 60 dias depois a sensação da população é de que nada mudou.

O Decreto nº 21.640 , publicado no diário oficial do dia 28 de outubro de 2021, determinou que as concessionárias do serviço e transporte público cumprissem as ordens de serviços emitidas pela Strans, podendo a superintendência adotar medidas complementares para garantir a execução contratual.  O documento reconhecia naquele momento a precariedade dos serviços prestados, com os descumprimentos de contratos firmados entre as empresas e o Município do Termo de Acordo Extrajudicial do Tribunal de Justiça do Piauí.

Mesmo com o grave quadro detectado naquele momento, poucas alterações foram feitas. Além das criticas da população à inércia da gestão Dr. Pessoa, políticos também reprovam a falta de uma solução para a crise no transporte. Para o vereador Edson Mello (PSDB) o decreto foi inócuo e inusitado. “Nunca vi decreto de calamidade pública no transporte, já vi em intempéries e problemas da natureza. Na realidade eu tenho impressão que esse decreto foi com o intuito de permitir que se fizesse contrato com outras empresas, como eu acredito que não devem ter achado nenhuma empresa de fora para vir para cá, esse decreto se tornou inócuo. Com o sistema atual que é implantado, que é uma bagunça, nenhuma empresa de fora vai ter interesse de vir pra cá. Foi um decreto inusitado e inócuo”, atacou o parlamentar.  

Com a duração de 180 dias, o decreto ainda estará em vigor por 120 dias, quatro meses.  O documento permite à gestão contratar emergencialmente empresas para prover a continuidade da operação na cidade além de instituições que possam controlar a bilhetagem eletrônica de Teresina. O decreto ainda autoriza o prefeito a realizar o credenciamento de veículos e fazer a abertura de crédito adicional extraordinário.  Serão mais quatro meses para, de fato solucionar a calamidade no transporte.

A assessoria de comunicação da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito – STRANS foi consultada pela equipe do Sistema ODia, porém até a publicação da matéria não havia se manifestado. O espaço está disponível para os esclarecimentos. 

FOTO: Ascom PMT

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