Crise no transporte: Para SETUT, quebra de contrato prejudica usuários

Em entrevista para O Dia News, o coordenador técnico do SETUT, Vinicius Rufino, explica que o sindicato esperava uma contraproposta com mais resolutividade prática.

14/09/2021 15:27h - Atualizado em 15/09/2021 10:02h

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O SETUT (Sindicato das Empresas de Transporte Urbano da capital) se pronunciou frente as propostas da Prefeitura Municipal de Teresina para a resolução da crise do transporte coletivo da cidade. Na última segunda-feira (13) os empresários que operam o sistema de ônibus da capital rejeitaram as propostas listadas pelo prefeito Dr. Pessoa (MDB). 

Em entrevista para O Dia News, o coordenador técnico do SETUT, Vinicius Rufino, explica que o sindicato esperava uma contraproposta com mais resolutividade prática e que inicialmente se referisse à cobertura de custos. “Esperávamos uma contraproposta que fosse mais clara em relação à cobertura de custos, tanto nos valores vencidos como nos custos futuros. Esse ponto é essencial para que a gente possa de fato dar efetividade a operação e colocar a frota na rua”, ressalta Vinícius.


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(Foto: Assis Fernandes / O Dia)

Em relação ao posicionamento dos consórcios que operam o sistema de ônibus, o SETUT acredita que na prática não é necessariamente uma discordância e que, em alguns pontos, pode haver concordância desde que sejam colocados de forma mais clara.

“Um desses pontos, por exemplo, é com certeza a questão de cobertura de custos. Hoje, temos mais de 100 veículos com ar condicionado nas ruas, sendo que inicialmente o acordo era de apenas 19. Como podemos colocar uma frota maior sem esse investimento? Precisamos da garantia de recebimento desses recursos”, explica o coordenador. 

De acordo com o coordenador, o sistema está operando com a receita a baixo do custo e que a “balança não fecha”. Para Vinícius, a medida apontada pela CPI, para a quebra de contrato, não é positiva para nenhum dos lados. “Não é salutar para nenhuma das partes, nem para os empresários, Prefeitura e usuários. Entre prós e contras, tudo tente a trazer prejuízo para os passageiros, que é quem está sofrendo com essa situação”, pontuou. 

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