Livros usados: feirantes de Teresina aguardam aumento das vendas

A expectativa é de que neste mês de janeiro a movimentação melhore na Feira, que funciona na Praça do Fripisa

09/01/2022 15:50h

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O faturamento dos vendedores da Feira de Livros Usados, localizada na Praça do Fripisa, no Centro de Teresina, chegou a cair mais de 70% desde o início da pandemia. Mas, para 2022, as expectativas são positivas, já que as escolas vão voltar com as aulas presenciais.


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A vendedora Andressa Saraiva, de 20 anos, trabalha há cerca de três anos na Feira, com livros do 1º Ano do Ensino Fundamental até 3º Ano do Ensino Médio. Segundo ela, nem mesmo o pagamento do 13º salário foi capaz de proporcionar aumento nas vendas.

Andressa Saraiva trabalha há cerca de três anos na Feira (Fotos: Jorge Machado/ODIA)

“De qualquer forma, têm aqueles pais que se antecipam e já estão fazendo as vendas, as trocas e compras dos seus livros, mesmo que de maneira tímida. O que eu observo é que está fraco independente do 13º salário, mas a expectativa é que tenha essa melhora em janeiro, porque os pais compram mais próximo do início das aulas”, disse.

A presidente da Associação dos Vendedores de Livros Usados (AVLU), Maria das Graças, também está com expectativas positivas para 2022. De acordo com ela, a alta nas vendas vai depender da volta à normalidade. “Esperamos um ano de 2022 melhor, já que as aulas estão voltando ao normal. O problema é que as aulas não são presenciais porque os pais ficam se curvando em casa, sem saber o que fazer. Se as aulas retornarem, as nossas vendas são boas também”, disse.

Dona Maria conta ainda que 80% dos feirantes têm, na venda de livros, a sua única fonte de renda. “O período da pandemia foi terrível porque a AVLU tem 80% das pessoas que só tem a venda de livros como única renda. Sem vender nada, durante o pior período da pandemia, tivemos muitas dificuldades. Por outro lado, não perdemos ninguém da feira que vende aqui no Fripisa. Somos 117 estandes e, graças a Deus, ninguém da nossa associação morreu”, disse.

Já a feirante Gleice do Nascimento, aposta que o aumento nas vendas deve chegar a 90% este mês. “A nossa expectativa para 2022, a partir de janeiro, quando passar as festas, é em torno de 90%. É nesse período que saem as listas das escolas e a gente tem um público que vem atrás dos livros”, ressalta.

Quem aproveitou para comprar livros com mais calma foi a servidora pública Nádia Leme, de 39 anos. “Aqui, conversando com cada um deles, a gente consegue achar um valor mais barato. Afinal, tudo com antecedência é melhor. Os preços variam muito, mas aqui a gente encontra tudo mais acessível e bem cuidado”, disse.

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