Moradores do São João temem risco de alagamento com período chuvoso

Moradores cobram desentupimento e limpeza de galerias. Parte do bairro fica em uma área baixa da cidade, o que favorece o problema.

30/11/2021 15:11h

Compartilhar no

Moradores do bairro São João, na Zona Leste de Teresina, estão preocupados com riscos de alagamentos com a chegada do período chuvoso. Parte do bairro fica em uma área baixa da cidade, o que favorece o problema.

A autônoma Maria das Dores, de 54 anos, conta que teve a casa devastada por um forte temporal que atingiu a cidade em abril de 2018. Ela perdeu alguns móveis e parte da estrutura da casa ficou danificada. Três anos depois, o problema ainda não foi resolvido.


“Quando chove forte, a água fica três palmos do chão. Ela entra por toda a casa e cai na galeria. É uma força muito grande e, agora, com o período chuvoso, a situação piora ainda mais. O medo é constante porque tememos até destruição da casa.


A casa de Maria fica na Avenida Expedicionários, próximo de uma faculdade particular. Do terraço ao quintal, é possível ver rastros da areia que é carregada pela chuva. “A água forte passa pelo beco levando tudo pela frente. Daqui um dia, vou viver dentro da lagoa por causa do acumulo de água. Já tive até que quebrar a parede do quintal para que a água escorresse mais rapidamente”, relata.

Próximo dali, mora o aposentado Luiz Rodrigues, de 65 anos. Na parede de casa, ele mostra a altura que água chegou na última enchente. Segundo ele, as residências foram construídas em um nível abaixo da avenida – o que faz com que a água da chuva caia sobre elas.

“Como as ruas altas e as casas são baixas, a água entra dentro delas. Além disso, por causa do volume da chuva, que é intenso principalmente em fevereiro, a água chega a transbordar para algumas residências. Os moradores têm aterrado aos poucos, mas essa foi uma promessa do poder público na época da construção da via. Os profissionais da prefeitura só aparecem na época do alagamento e, depois que a passa a chuva, não voltam mais”, relata.

Falta de limpeza e mato nas galerias é outro problema

Os moradores também reclamam da falta de limpeza e mato nas galerias da região. Maria diz que além do mato que está muito alto, o local está cheio de lixo e entulho. “Você encontra de tudo nas galerias até pedaços de madeiras colocados por carroceiros. O esgoto da minha casa que deveria cair no local, que também passa por outras casas, ficou entupido e quando a água vem, transborda”.

Outro lado

Procurado pela reportagem, o superintendente da Superintendência das Ações Administrativas Descentralizadas (SAAD LESTE), James Guerra, informou que órgão está finalizando um relatório das áreas de riscos da região para iniciar ações de curto, médio e longo prazo. O documento vai apontar ações que deverão ser realizadas também em 2022. Além disso, Guerra ressaltou a importância da participação da população em fazer denúncias para solucionar os problemas da comunidade. A prefeitura deve aterrar algumas regiões para evitar alagamentos e fazer a limpeza do local. O estudo detalhado da região ainda será desenvolvido pelo órgão municipal. 

É permitida a reprodução deste conteúdo (matéria) desde que um link seja apontado para a fonte!

Compartilhar no

Deixe seu comentário