Moradores reclamam de buracos e poeira nos bairros Aeroporto e Marquês, em Teresina

As Ruas Sebastião Barbosa, no bairro Aeroporto, e Desembargador Pires de Castro, no bairro Marquês não são asfaltadas e causam transtornos

13/12/2021 10:52h - Atualizado em 13/12/2021 11:27h

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No período mais seco do ano, os moradores das ruas Sebastião Barbosa, no bairro Aeroporto, e Desembargador Pires de Castro, no bairro Marquês, ambas na zona Norte de Teresina, convivem com a poeira. Já na época chuvosa, a lama causa muitos transtornos. Ou seja, não importa qual o mês do ano, quem reside em uma dessas ruas enfrenta estresse, transtornos e muita dor de cabeça.

Isso acontece porque nenhuma das vias é asfaltada. Carlos Alberto Pereira de Sousa (68) é professor e reside na Rua Sebastião Barbosa, bairro Aeroporto, há 23 anos. Desde que mudou para o local, a via apresenta péssimas condições para trafegar.

O professor Carlos Alberto Pereira de Sousa e reside na Rua Sebastião Barbosa, bairro Aeroporto, há 23 anos (Fotos: Jorge Machado/ODIA)

“Esse é um problema sério que temos enfrentado há anos. Estamos entre diversos bairros da zona Norte, todos asfaltados, e praticamente dentro do Centro de Teresina, mas nossa rua está intrafegável. Temos que procurar os melhores lugares para passar com o carro, mas é difícil, e quando chove a situação fica ainda pior, porque a lama entra dentro de casa”, conta.

E a situação tem piorado a cada dia, impedindo, inclusive, o direito de ir e vir dos moradores que residem na Rua Sebastião Barbosa, sobretudo cadeirantes e idosos. Sem conseguir se locomover, as pessoas ficam presas dentro de suas residências, convivendo com o isolamento e a sujeira que invade seus imóveis. Diante da situação, o professor Carlos Alberto clama ao prefeito de Teresina, Dr. Pessoa, que tome providências e asfalte a via.

“Estamos apelando ao prefeito Dr. Pessoa, para que ele olhe para a situação da nossa rua e do nosso bairro, pois é um dos bairros mais antigos. Queremos que esse faça essa caridade para a população, para que tenhamos um sossego. E também dar as condições dos cadeirantes de andar, porque eles estão presos dentro de casa, não tem como sair porque não conseguem passar com suas cadeiras de rodas”, reforça o professor Carlos Alberto, acrescentando que já protocolou alguns pedidos, juntos à prefeitura, mas a demanda nunca foi atendida.

A servidora pública Lia Raquel Alves vive a mesma situação. Ela reside há mais de 20 anos na Rua Desembargador Pires de Castro, entre a Avenida Rio de Janeiro e a Rua Guaporé, bairro Marquês, zona Norte de Teresina. A moradora conta que a via é uma das mais conhecidas e chega a cortar diversos bairros da Capital.

A servidora pública Lia Raquel reside há mais de 20 anos na Rua Desembargador Pires de Castro 

“Nós moramos em uma área residencial muito próxima do Centro. Esse não é um bairro recente, está instalado em Teresina há mais de 50 anos. A Rua Desembargador Pires de Castro é muito conhecida na cidade, mas não tem estrutura. A parte central que se refere a esta rua é maravilhosa, com acessibilidade e trafegabilidade, mas a parte Norte, no bairro Marquês, ao lado da Ponte Estaiada, um cartão postal da cidade, nos encontramos nessa situação”, disse.

Lia Raquel ainda acrescenta que muitos moradores ficam presos dentro de seus imóveis, sem terem como se locomover, devido à falta de acessibilidade, sendo os idosos e as pessoas com deficiências as mais prejudicadas. Além disso, ela destaca que as crianças costumam ficar doentes com frequência devido a poeira. 

Tem uma cadeirante que não consegue sair da residência dela, não pode ir sequer ao vizinho. Os idosos não podem sair das suas residências porque eles não conseguem sair com suas cadeiras de rodas. Quando chove fica muita lama, mas na época da seca é pior, porque fica muita poeira, as crianças vivem adoecendo, muita sujeira. É um descaso muito grande. Não quero desmerecer os demais bairros, pois  todos são merecedores de benfeitorias, mas pelo tempo de existência de nossos bairros, já era para estar uma situação bem melhor. Eu vejo a estrutura em bairros mais periféricos da cidade e é muito melhor do que a nossa aqui”, complementa a servidora pública.



A reportagem do PortalODIA.com entrou em contato com a SAAD Norte, que afirmou que as demandas dos bairros mencionados são de responsabilidade da SAAD Centro. A SAAD Centro ainda não respondeu aos questionamentos. O espaço continua aberto para futuros esclarecimentos. 

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