Mulher é presa acusada de fazer parte de quadrilha que cometia estelionatos no Piauí

De acordo com a investigação da polícia, quadrilha comprava e vendia veículos utilizando documentos falsificados

19/05/2022 10:41h - Atualizado em 19/05/2022 11:23h

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Uma mulher não identificada, foi presa pela Polícia Civil acusada de fazer parte de uma quadrilha de Minas Gerais especializada em cometer estelionatos, comprando veículos no Piauí com identificação falsa e usando nomes de terceiros – e depois vendia os carros. O delegado Ademar Canabrava está conduzindo as investigações do caso.

Ela utilizava o nome de Adriana Nascimento Brito Cavalcante. A Polícia chegou ao caso após um empresário de Parnaíba afirmar que um financiamento foi realizado no nome dele na Alemanha Veículos lá do litoral. “Ela veio usando a documentação como sendo a esposa do empresário que comprou o carro, sendo que o empresário não tem nada a ver com isso", informou Canabrava.

(Foto: Divulgação / Polícia Civil)

"Quando começamos as investigações, tomamos conhecimento que estava vindo pessoas de Minas Gerais para comprar carro. Ela chegou no aeroporto ontem, por volta de 3h20 da manhã. Os policiais já estavam lá e acompanharam ela até um hotel na cidade de Timon. Depois ela foi para a concessionária. Ela já tinha feito o cadastro, crédito aprovado, e já ia receber o carro. Foi quando abordamos ela", explicou. 

Segundo o Boletim de Ocorrência, constava no nome do empresário o financiamento de um veículo Volkswagen modelo Amarok, avaliado em R$ 310.990,00 (Trezentos e dez mil, novecentos e noventa reais) e que foi dividido em 60 parcelas de R$9.751,57 (Nove mil, setecentos e cinquenta e um reais e cinquenta e sete centavos. O valor total do financiamento chegou a quase 600 mil reais.

Ainda de acordo com o delegado, a quadrilha conseguia comprar os veículos novos sem dar um valor de entrada e venderia o carro com o valor abaixo do mercado, cerca de 25% a menos do que o que custaria em uma loja, mas recebendo o dinheiro em espécie. "Eles vivem uma vida de luxo. E agora vamos investigar essa facilidade que eles têm junto aos bancos", pontuou Canabrava.

Ainda segundo o B.O, ela utilizou documentos falsos da vítima, como carteira de motorista, cópia do comprovante de renda e até comprovante de endereço. Ele só soube do financiamento após ter recebido uma ligação da funcionária da concessionária buscando um dado do “cliente”.

A acusada vai passar por uma audiência de custódia ainda nesta quinta-feira (19).


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