Professores em greve têm contracheques zerados pela Prefeitura de Teresina

A medida é vista como repressão do municípios aos professores que estão em greve desde o dia 10 de março

31/08/2020 18:45h

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Os professores em greve da rede municipal de educação de Teresina tiveram os contracheques do mês de agosto zerado, denunciou nesta segunda-feira (31) o professor e pré-candidato a prefeito de Teresina pelo PSTU, Gervásio SantosOs servidores da Educação estão em greve desde o dia 10 de março  em reinvindicação ao pagamento do Piso Nacional do Magistério.

Gervásio é um dos professores que ficou sem receber salário. Para ele, além dessa medida ser uma repressão devido à participação dos professores no movimento grevista, é também uma forma do município pressionar os trabalhadores a aderirem ao ensino à distância, considerado pelo pré-candidato método precário e que exclui os mais pobres.

“Essa prática de cortes de salários já era implantada pelo ex-secretário de educação Kleber Montezuma, cujo método é de perseguição e assédio aos trabalhadores da educação. O projeto de Montezuma é implementar este mesmo modo de perseguir e assediar em toda a máquina administrativa municipal e atingir todas as categorias. Neste sentido, não há diferença entre os métodos de Firmino, Montezuma e da truculência do governo Bolsonaro”, disse Gervásio, que é irmão do pré-candidato a prefeito pelo PSDB, Kleber Montezuma.

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Gervásio criticou ainda a abertura das escolas da rede municipal para que os materiais didáticos sejam entregues aos pais dos alunos. Segundo ele, direção, coordenação e os professores são expostos à Covid-19 sem segurança e sem a garantia da eficácia do processo de ensino aprendizagem. O pré-candidato é contra o retorno das aulas presenciais antes do surgimento da vacina contra o coronavírus.

“Acreditamos que o Sindicato dos Servidores Municipais de Teresina (Sindserm) esteja tomando as devidas medidas legais para reverter o corte de salários dos trabalhadores municipais que não aderiram ao ensino remoto”, completou Gervásio.

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação (Semec) disse que ‘qualquer questão administrativa deve ser protocolada junto à Semec ou Procuradoria Geral do Município’ e que o ‘regime de aulas não presenciais adotado na Rede Municipal de Teresina é uma forma de minimizar os prejuízos educacionais dos 90 mil alunos matriculados e mantém as crianças em casa’.

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Por: Otávio Neto

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