Reabertura do comércio: Firmino mantém cautela ao falar de flexibilização

Os números apontam, pela primeira vez, que a taxa de reprodução do vírus alcançou patamares satisfatórios

17/06/2020 13:17h - Atualizado em 17/06/2020 13:27h

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Ao apresentar novos números da nova pesquisa de investigação sorológica de Teresina nesta quarta-feira (17), o prefeito Firmino Filho (PSDB) avaliou positivamente a estimativa de queda de alguns índices do novo coronavírus (Covid-19) nos próximos dias, porém, ainda mantém cautela quanto a flexibilização das medidas de isolamento social.

Os números apontam, pela primeira vez, que a taxa de reprodução do vírus alcançou patamares satisfatórios , o que para o gestor municipal ainda não possibilita a reabertura de alguns setores da economia. "Se tu der certo e se essa pesquisa se confirmar na próxima semana, eventualmente vamos ter uma reversão desse quadro e a partir daí poderemos falar de reabertura, mas falar agora não é responsável", argumentou.


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Pressionado por empresários afetados pelas medidas restritivas à algumas atividades econômicas da cidade, Firmino ressaltou que a capital piauiense só iniciará a discussão sobre a reabertura quanto alcançar os requisitos estabelecidos pelo comitê gestor de crise. “Se fizermos um sobre esforço para aumentar a taxa de isolamento nas próximas três semanas, podemos chegar muito mais rápido do outro lado da curva", enfatizou.

Apesar da diminuição da taxa de infecção, o prefeito alertou para o crescente diagnóstico de novos casos e óbitos causados pela doença, bem como o crescimento da taxa de ocupação de leitos clínicos e de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), ambas abaixo dos 30%, e da ampliação da capacidade de testagem e rastreamento do vírus.

‘Lockdown’

Para acelerar este processo, Firmino sugeriu que não só Teresina mas todo o estado adote uma maior rigidez no enfrentamento da doença, como aconteceu em outros lugares que conseguiram controlar a expansão da doença e iniciar a volta gradual de serviços paralisados por conta da pandemia.

“Talvez se tivermos um sprint final, em termos de aumento do isolamento, pudéssemos sair mais rápido dessa crise. Isso teria que ser feito com a participação do estado e fundamentalmente com o apoio da população, que precisa entender que só através de um esforço final podemos sair de forma mais rápida e segura", concluiu o tucano.

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Por: Breno Cavalcante, do Jornal O Dia

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