Regionalizar pratos é alternativa para economizar na Ceia de Natal

Substituir o peru por capote, incrementar as receitas do dia a dia e apostar em ingredientes populares amenizam gastos

22/12/2021 10:13h

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Há quem diga que o Natal é uma das melhores épocas do ano, principalmente por conta da comida. A tradicional Ceia da Noite de Natal, além de ser um momento de confraternização e união, se converte também em uma festa dos sentidos: uma mesa farta aguça o olhar e o paladar, e atrai por seus aromas.

Mas em um período de crise econômica e de redução do poder de compra do brasileiro, montar uma Ceia de Natal farta e diversificada se torna um desafio e tanto. Cear no Natal é uma tradição que remonta do continente europeu, quando os moradores abriam suas casas na noite de Natal para receber os viajantes e peregrinos e confraternizar com eles e com a família.

Por isso, alguns dos pratos mais tradicionais servidos na ceia se tornam um pouco mais caros: é que alguns ingredientes usados são mais difíceis de serem encontrados nos mercados mais populares, o que eleva o custo do preparo da receita. A dica, neste caso, é investir na gastronomia local e valorizar a regionalização dos pratos servidos na Ceia de Natal.

Foto: Arquivo/Pessoal

Incrementar uma receita mais simples, apostar em ingredientes mais populares e fazer substituições podem ajudar bastante na hora de montar uma ceia farta. É o que explica o chef de cozinha Igor Rocha. “Você pode variar um pouco nas proteínas e não colocar o peru, por exemplo, mas colocar um chester. Posso colocar um capote, que é nosso do Nordeste, um frango ou uma galinha caipira, sempre dando uma valorizada na nossa gastronomia regional”, diz.

Principal prato da ceia, o peru de Natal chega a custar até R$ 300 em alguns supermercados de Teresina, dependendo do tamanho da ave. Uma boa opção na hora de amenizar no orçamento e montar um jantar farto e apetitoso é investir no chester. Mais em conta que o peru, o chester nada mais é do que um frango maior e com mais carne de peito.

“O chester e o peru são duas aves, mas têm sabores e texturas um pouco diferentes. O peru tem a carne um pouco mais seca, mas ela é mais escura e fibrosa. E o chester nada mais é do que um frango muito maior do que os frangos tradicionais que a gente encontra no mercado. O nome dele vem de chest, que no inglês significa peito. Então você pode perceber que o chester tem esse peito de frango maior. É uma opção mais em conta”, diz o chef Igor Rocha.

O preço do chester nos supermercados de Teresina tem variado de R$ 70 a R$ 90 a depender do tamanho da ave. Mas além dele, também há outras opções viáveis ao peru de Natal. Um exemplo é o frango tradicional que se come no dia a dia, mas que pode ser incrementado na receita para a ceia. “Tentar fazer ele com a marinada é uma boa ideia. Pratos do dia a dia incrementados são algumas opções sempre viáveis”, diz o chef de cozinha.

Salpicão e arroz

Outros pratos que não podem faltar na mesa do brasileiro na Ceia de Natal são o famoso salpicão e o arroz com passas. Para quem não gosta muito das passas como complemento, a dica é preparar um arroz à grega ou só o arroz branco mesmo. No caso do salpicão, o chef Igor Rocha lembra que este prato pode, inclusive, se apresentar como uma opção vegetariana no jantar se for preparado somente com os legumes sem o frango.

Em geral, o chef lembra que os acompanhamentos da ceia natalina são vegetarianos. “Desde o salpicão, que neste caso tem que ser preparado sem o frango, até a nossa tradicional farofinha crocante, o arroz, que também pode ser feito com castanha. No salpicão, um bom substituto para o frango são os cogumelos”, sugere.

Sobremesas

Para as sobremesas, entre as opções mais viáveis, sem deixar de lado a tradição do Natal, estão os panetones e a rabanada. No caso dos panetones, nos supermercados de Teresina, o preço pode variar de R$ 10 a R$ 50 os mais simples, com frutas secas ou gotas de chocolate, e há ainda os trufados, que saem um pouco mais caros. Panetones artesanais também são uma boa opção de sobremesa para a ceia.

Almoço de Natal

Tão tradicional quanto a ceia é o almoço de Natal, o famoso RO que os brasileiros fazem com as sobras do jantar. Além de estarem atentas à conservação adequada dos alimentos para garantir que eles não percam sabor e nutrientes de um dia para o outro, é interessante se ater à quantidade a ser servida em determinados pratos.

A dica que o chef de cozinha Igor Rocha dá é fazer sempre um pouco mais de arroz. “No dia seguinte, a gente pode fazer um arroz com peru e com as demais proteínas que sobraram. Fica saboroso e acaba se tornando um prato novo em relação à ceia da noite anterior”, finaliza.

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