Teresina atende mais de 1800 mulheres vítimas de violência em 2021

Apenas em setembro deste ano, 316 atendimentos foram realizados pelo Centro de Referência Esperança Garcia

13/10/2021 09:41h - Atualizado em 13/10/2021 09:57h

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Com o início da pandemia, os casos de violência doméstica, familiar e de gênero na capital do Piauí aumentaram significativamente. O isolamento social também intensificou a violência em lares que não são seguros. Desde janeiro deste ano, 1826 mulheres teresinenses foram atendidas em situação de violência. Segundo dados do Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), serviço vinculado à Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM), o mês de setembro contabilizou cerca de 316 atendimentos. Atualmente, esse foi o período com maior número de solicitação dos serviços em 2021.


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O mês de setembro contabilizou cerca de 316 atendimentos à mulheres em situação de violência. (Foto: Agência Brasil)

De acordo com Roberta Mara, coordenadora do CREG, o aumento nos números é consequência das campanhas de incentivo à denúncia e combate à violência doméstica em Teresina. Como o Agosto Lilás, mês de alusão à Lei Maria da Penha e enfrentamento a violência contra à mulher. Roberta pontua que o crescimento dos números de procura pelo serviço é um indicativo positivo, uma vez que demonstra que mais mulheres estão rompendo o ciclo de violência.


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“Constatamos um aumento considerável na procura do atendimento, pois as mulheres em situação de violência se permitiram buscar ajuda, orientação, indicação ou atendimento profissional, muito antes de fazerem a denúncia”, afirma a coordenadora. 

Em contrapartida ao mês de setembro, em janeiro deste ano foram apresentados apenas 39 atendimentos, o que significa um silêncio das mulheres em situação de violência. Além disso, a pandemia da Covid-19 ainda demonstra seus impactos no número de atendimentos. Isso porque, com a flexibilização do isolamento social e acesso aos locais públicos, mais mulheres estão tendo conhecimento e acesso à rede de enfrentamento à violência.

Atendimentos realizados pelo CREG de janeiro a setembro em 2021:

  • Janeiro: 39
  • Fevereiro: 217
  • Março: 149
  • Abril: 131
  • Maio: 234
  • Junho: 281
  • Julho: 217
  • Agosto: 252
  • Setembro: 316

Iniciativas e projetos dão suporte a vítimas 

A cada minuto, oito mulheres são agredidas no país e, na pandemia, uma em cada quatro mulheres acima de 16 anos afirma ter sido vítima de algum tipo de violência, sejam físicas, verbais, psicológicas ou sexuais. Esses dados são do relatório “Visível e invisível: a vitimização de mulheres no Brasil”, do Instituto Datafolha encomendado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Na tentativa de reverter esse quadro, organizações e projetos tomam iniciativa na tentativa de promover ações que levam informações necessárias de apoio e suporte para mulheres que tiveram a vida prejudicada por conta dos agressores.

Projetos e iniciativas dão suporte às mulheres vitimas de violência domestica e de gênero. (Foto:Ascom)

O Centro de Referência Esperança Garcia atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idades de 18 a 59 anos. O espaço oferece assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) e cursos de capacitação profissional.

As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço. Além disso, as mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem Medida Protetiva são monitoradas pela Guarda Maria da Penha, visando a sua proteção e contribui para o empoderamento da mesma

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Fonte: Com informações da SMPM

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