Teresina tem 22 famílias desabrigadas pelas chuvas vivendo em escolas da Zona Norte

Ao todo, são 43 famílias acolhidas em seis prédios montados pela prefeitura. Escolas abrigadas seguem sem previsão para o retorno presencial

24/05/2022 15:48h - Atualizado em 24/05/2022 16:16h

Compartilhar no

Mesmo após o período de chuvas intensas, 22 famílias desabrigadas continuam vivendo em escolas da rede municipal na Zona Norte de Teresina. Elas tiveram que abandonar suas residências devido às enchentes registradas no início do ano.

Em nota, a Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) informou, nesta terça-feira (24), que dos seis prédios da prefeitura montados para receber as famílias, dois são escolas municipais: Escola Municipal Nova Brasília, com 17 famílias, e Escola Municipal Domingos Afonso Mafrense, com cinco. O retorno presencial das aulas nessas unidades está suspenso.  

Foto: Assis Fernandes/ODIA 

Ao todo, são 43 famílias acolhidas nos espaços temporários na capital. A Semcaspi disse ainda que tem oferecido mensalmente uma cesta básica, kits de higiene pessoal e de limpeza, além de colchão, travesseiro e lençol para as famílias cadastradas.

No mês passado, a pasta estudou a transferência de parte das famílias para ginásios. Apesar das denúncias de atrasos no pagamento de R$ 300 do Programa Cidade Solidária, a Semcaspi garantiu que está sendo realizado o repasse dos valores para as famílias acolhedoras. Para a família que acolhe também é oferecido uma cesta básica, kit de higiene pessoal e limpeza mensalmente.

Construção das residências 

A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SEMDUH) informou que apresentou proposta ao Programa Pró-Moradia, do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), para a construção de 300 casa destinadas às famílias atingidas pelas chuvas deste ano. A proposta sugere dois terrenos municipais para a construção desses imóveis. A localização ainda será anunciada, mas para isso é necessária a aprovação do Governo Federal.

“Esse programa do Governo Federal constrói lotes de 300 casas. Já enviamos a proposta e, caso seja aceita, é a melhor alternativa para resolver a situação dessas famílias que ficaram sem casa em virtude das chuvas. Além dessas 300 moradias, a Prefeitura busca recursos para construir ao menos mais 90”, declara o secretário da SEMDUH, Edmilson Ferreira.

Para a construção das 390 moradias, a SEMDUH calcula um investimento de cerca de R$ 50 milhões. A previsão é que o Ministério do Desenvolvimento Rural envie resposta sobre a aprovação da proposta até o início do próximo semestre.

“Sabemos que muitas casas foram totalmente destruídas, tomadas pela água e sabemos também que muitas estão em áreas de risco. Essas não serão reformadas, pelo contrário. Casas abaixo da cota de inundação devem ser demolidas para evitar que as famílias voltem. Por outro lado, estimamos que cerca de 200 imóveis estarão seguros após a reforma. Esses, sim, serão recuperados e devolvidos”, esclarece.

A Semduh informou que a prefeitura está fazendo uma investigação de imóveis relativos a programas habitacionais anteriores que estão desocupados ou ocupados de forma irregular. A orientação é que essas moradias sejam remanejadas para famílias desabrigadas.

É permitida a reprodução deste conteúdo (matéria) desde que um link seja apontado para a fonte!

Compartilhar no

Deixe seu comentário