Vendas de material escolar devem se igualar a 2019, estimam lojistas

Produtos nacionais não tiveram aumento, já os importados subiram de 8% a 10%

09/01/2022 15:09h

Compartilhar no

As aulas presenciais nas escolas da rede privada de Teresina estão agendadas para iniciar na segunda semana de janeiro de 2022. Correndo contra o tempo, muitos pais, já com a lista de materiais escolares nas mãos, pesquisam preços em livrarias e papelarias. Em busca por valores mais acessíveis e variedades, as lojas registram uma boa movimentação, o que, para os lojistas, representa ótima expectativa de vendas.

Segundo o gerente comercial de uma papelaria, Lindomar Rodrigues, as vendas de 2021/2022 devem se igualar as de 2019/2020. Ele explica que, apesar de alguns produtos que compõem a lista terem subido entre 8% e 10%, especialmente os importados, o valor final não terá tanta alteração, já que os itens nacionais não tiveram aumento.

“Infelizmente, cerca de 40% dos itens que têm nas listas são importados. Em compensação, os produtos nacionais, como os cadernos, não tiveram aumento, então acaba compensando uma coisa com outra. Este ano, vamos ter vendas equivalentes à 2019/2020, o que consideramos muito bom. Desde o dia 15 de dezembro temos feito essa comparação e observando boas vendas. E isso tem acontecido graças ao retorno das aulas presenciais, por meio do avanço da vacinação”, disse.

Desde setembro de 2021, os lojistas se preparam para o retorno das aulas presenciais. O gerente comercial explica que as consultas e pesquisas iniciam meses antes, com a participação em eventos e feiras escolares, onde são apresentadas as novidades e tendências para o setor.

(Foto: Assis Fernandes/ODIA)

“Algumas escolas pedem materiais muito específicos e, para entender sobre isso, precisamos nos reciclar, visitando feiras escolares, vendo o que tem de novidades e tendências para trazer, como mochilas e cadernos. Tentamos ter todo tipo de material para, quando o pai vier com a lista, ele encontrar tudo em um só lugar e não precisar ficar indo de loja em loja”, reforça Lindomar Rodrigues, gerente comercial de uma papelaria.

A comerciante Kássia Silva já iniciou as buscas pelo material escolar do filho. Ela conta que, inicialmente, está pesquisando o preço das mochilas, mas que, de um modo geral, não tem visto tanta diferença no valor dos produtos em relação a anos anteriores. Com a lista em mãos, ela estima gastar até R$600 com todos os itens pedidos pela escola, sem considerar os livros.

“Eu já andei olhando os valores, mas não acho que estejam tão caros. Até encontrei algumas mochilas mais baratas, mas o material não era bom, então compensa investir um pouco mais e ter uma mochila que dure o ano todo. Eu acredito que vou gastar, aproximadamente, R$600 só de material. Os livros eu vou comprar em livraria ou pesquisar em outros lugares mais em conta”, disse.

É permitida a reprodução deste conteúdo (matéria) desde que um link seja apontado para a fonte!

Compartilhar no

Deixe seu comentário