Vila Apolônia: Prefeitura de Teresina não tem prazo para retirar desabrigados de escolas

O secretário afirmou ainda que a intenção é inserir as famílias no aluguel solidário para liberar as escolas, mas tem encontrado dificuldades para encontrar famílias acolhedoras e residências para alugar

27/01/2022 11:29h - Atualizado em 27/01/2022 11:48h

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O secretário da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi),Allan Cavalcante, garantiu em entrevista nesta quinta-feira (27) que as aulas nas escolas municipais Minha Casa, no bairro Matadouro, e Nova Brasília, no bairro Nova Brasília, ambas na Zona Norte de Teresina, que estão ocupadas por famílias desabrigadas, vão acontecer de forma remota. Só nesses locais estão sendo acolhidas 30 famílias que começaram a ser transferidas na tarde da quinta-feira (27) e seguem sem previsão para voltar para suas residências. Segundo o secretário, os espaços são maiores e auxiliam no combate da transmissão da Covid-19.

“Existe uma margem de segurança, a Saad Norte e Defesa Civil e Semduh já estão nos locais para verificar quais são as casas que poderão ser retomadas. Caso contrário, essas famílias deverão esperar outros imóveis. A prefeitura tem procurado recursos junto ao Governo Federal para a construção de algumas casas para que esse retorno aconteça o mais rápido”, informou.

“Ontem começamos a construção desse diálogo com as famílias, que foi saudável e na base do entendimento. As famílias não colocaram dificuldades ou se opuseram a essa transferência de abrigo. Entenderam que essa mudança foi para melhorar a situação delas, tendo em vista que as escolas são de melhor qualidade, com ambientes mais arejados do que elas estavam antes. Essas escolas vão atuar de forma remota. Portanto, não vai haver prejuízo ao retorno das aulas que estão matriculados nessas unidades escolares”, disse.

Allan Cavalcante. Foto: Assis Fernandes/ODIA

O secretário afirmou ainda que a intenção é inserir as famílias no aluguel solidário para liberar as escolas, mas tem encontrado dificuldades para encontrar famílias acolhedoras e residências para alugar. Questionado se o problema estava relacionado à Covid-19, o gestor negou.


“A nossa intenção, para essas famílias, é um aluguel social, através do programa Cidade Solidária. A gente não tem conseguido, pois não temos encontrado famílias acolhedoras e nem casa para alugar. Por enquanto, elas estarão nessas unidades escolas, mas a intenção é de que as famílias fiquem em residências. Não tem relação com a Covid-19, apenas dificuldades de espaços”, disse.


Allan Cavalcante, secretário Semcaspi. Foto: Assis Fernandes/ODIA

Allan Cavalcante informou ainda que a escolha das unidades escolares acolhedoras teve também como objetivo conter a transmissão da Covid-19. Em Teresina, 572 famílias estão desabrigadas, 52 estão e escolas e 530 estão sendo assistidas com o aluguel solidário

Por fim, o gestor ressaltou que as equipes da Semcaspi tem atuado para realizar a entrega dos kits (acolhimento, limpeza e higiene) as famílias cadastradas pelas SAADs.

“Além dos diálogos diários com o Comitê Emergencial, a Semcaspi tem atuado para entregar o mais breve possível os kits referente ao Programa Cidade Solidária às famílias cadastradas. Alertamos as famílias que ainda não receberam os kits, em breve receberão, já aquelas que não foram cadastradas é importante que elas se direcionem a SAAD da região para efetuar o cadastro necessário”, explicou.

Foto: Assis Fernandes/ODIA 

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