Filha de homem morto em briga de bar diz que PM zombou de vítima após atirar

"Ele deu um tiro no meu pai e ainda foi lá zombar dele dizendo "tu não disse que a arma era de brinquedo?'", lembra a jovem.

17/08/2022 12:50h - Atualizado em 17/08/2022 12:57h

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Acontece na manhã desta quarta-feira (17), a audiência de instrução e julgamento do policial militar Manoel de Jesus Fernandes, acusado de matar Antônio Bernadino de Oliveira e Deusimar Gomes Siqueira, após uma discussão em um bar localizado no bairro Alto da Ressurreição, zona Sudeste de Teresina. O crime ocorreu no dia 25 de fevereiro deste ano.

Foto: Pedro Cardoso/O Dia

Segundo Raiane Vieira, filha de Antônio Bernadino de Oliveira, o acusado de matar seu pai já chegou ao bar com a intenção de cometer um crime. "Nesse dia, esse policial estava lá caçando conversa com todo mundo, com abuso de poder. Ele já chegou com a intenção de assassinar alguém", afirma.

Foto: Pedro Cardoso/O Dia

A jovem lembra que o pai era uma pessoa tranquila e que, inclusive, acreditava que o policial militar estava com uma arma de brinquedo. "Meu pai, por ser uma pessoa bem tranquila, até achava que a arma era de brinquedo, falou pro pessoal que estava no bar não dar atenção para ele [o acusado]. Ele deu um tiro no meu pai e ainda foi lá zombar dele dizendo "tu não disse que a arma era de brinquedo?". Logo depois deu um tiro no seu Deusimar", conta Raiane Vieira.

Até o momento, já foram ouvidos policiais militares que trabalhavam com Manoel de Jesus, assim como testemunhas do ocorrido, como Ana Raquel Feitosa Leite, garçonete que trabalhava no bar no dia do crime. Segundo ela, o PM tentou atirar contra ela, mas acabou atingido outra vítima, que veio a óbito. "Ele morreu no meu lugar", enfatizou a garçonete. Outras testemunhas de acusação e defesa também deverão ser ouvidas no decorrer do dia.

Foto: Pedro Cardoso/O Dia

Familiares da vítima também estão no Tribunal de Justiça acompanhando a audiência. Com cartazes e camisas, as famílias pedem justiça pelos entes queridos e protestam contra a soltura do policial militar que teve a liberdade provisória decretada no último dia 01 de agosto por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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