Homem morto em casa de show não tinha envolvimento com crimes, diz família em carta

Segundo a PM, homicídio do jovem havia sido motivado pelo domínio do tráfico de drogas da zona Norte, informação que é contestada pela família.

09/06/2022 13:08h - Atualizado em 09/06/2022 13:30h

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A família de Wanderson Silva Torres, 27 anos, divulgou uma carta à imprensa, na manhã desta quinta-feira (09), negando que o promotor de vendas tenha envolvimento com o mundo do crime. Wanderson e outro homem, identificado como Francisco Wellington dos Santos, foram mortos por disparos de arma de fogo em uma casa de shows localizada na Rua Sapucaia do bairro Poti Velho, zona Norte de Teresina, na noite do último domingo (05). Segundo familiares, Wanderson foi atingido com três tiros.

No dia do crime, a Polícia Militar havia informado que as duas vítimas tinham passagens pela polícia e que o crime havia sido motivado pelo domínio do tráfico de drogas da região, informação que é contestada pela família de Wanderson. "Não tem e nunca teve nenhuma passagem pela polícia, como podemos comprovar através de pesquisa em Ficha de Antecedente Criminal. Pelo contrário, tinha boa índole, era um jovem amoroso e prestativo", disse a família na carta.

Foto: Arquivo Pessoal

Segundo os familiares, Wanderson estava na casa de shows para comemorar o aniversário de um amigo quando foi surpreendido pelos atiradores e, por se encontrar de costas, não viu a movimentação e não teve chances de agir. Os três homens suspeitos de terem cometido o crime entraram no local encapuzados. 

Na carta, a família destaca ainda a personalidade de Wanderson e diz que o jovem era trabalhador e tinha boa índole. "Wanderson era o filho maiss novo de seus pais, era carinhosamente chamado de "bebê" por ser amável, carinhoso, e ter um jeitinho todo especial e brincalhão de uma criança. Além disso, era trabalhador, funcionário exemplar da empresa Solar Teresina desde o ano de 2018, a qual foi realizado uma linda homenagem durante o velório e enterro por parte dos funcionários, supervisores, gerência e equipe de promotores, cargo que exercia", afirma em carta.

Foto: Arquivo Pessoal

A família divulgou uma busca de antecedentes criminais feita no Conselho Nacional de Justiça que aponta não haver mandados de prisão ou internação pendentes em nome de Wanderson. A reportagem do O DIA também buscou processos judiciais em nome de Wanderson Silva Torres no sistema do Tribunal de Justiça do Piauí, mas não conseguiu localizar entradas em nome da vítima. 

Veja a carta na íntegra:

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