Operação: Gaeco cumpre 41 mandados e apura desvio de recursos públicos no PI, MA e BA

Entre os alvos estão políticos e seus familiares, servidores públicos, empresas com atuação no município e seus sócios-proprietários.

11/07/2022 15:15h - Atualizado em 11/07/2022 15:24h

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O Ministério Público do Piauí (MPPI), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou, nesta segunda-feira (11), a operação Primus, com o objetivo de apurar a prática dos crimes de desvios de recursos públicos, organização criminosa, lavagem de dinheiro, fraude à licitação, peculato, corrupção ativa e corrupção passiva, cometidos através de contratos firmados entre empresas de fachada e o município de Baixa Grande do Ribeiro.


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Foto: Divulgação/MPPI

Ao todo, 41 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos nas cidades de Baixa Grande do Ribeiro, Ribeiro Gonçalves, Uruçuí, Floriano, Landri Sales, Teresina, Timon (MA) e Campo Alegre de Lourdes (BA). Em Campo Alegre de Lourdes, foi apreendido aproximadamente o valor de 200 mil reais. 

Entre os alvos estão políticos e seus familiares, servidores públicos, empresas com atuação no município e seus sócios-proprietários. Segundo o Gaeco, a investigação aponta a existência de um conluio entre políticos, empresários e servidores públicos visando o desvio de recursos públicos do Município de Baixa Grande do Ribeiro.

Foto: Divulgação/MPPI

De acordo com o Gaeco, as licitações eram direcionadas às empresas de fachadas utilizadas pela organização criminosa e as contratações eram feitas com sobrepreço pelo gestor municipal. O esquema resultava na inexecução e sobreposição de obras. Além disso, era feito o repasse do recurso público das contas bancárias das empresas de fachada diretamente para as contas bancárias dos empresários, políticos e seus familiares, bem como de empresas ligadas a eles.

O Gaeco requereu ainda ao Tribunal de Justiça do Piauí medidas assecuratórias de bens em nome dos investigados que resultou no bloqueio de bens no valor de R$ 1,86 milhão, montante este já contabilizado como desviado pela organização criminosa.

A operação conta com o apoio da Polícia Civil, a Polícia Militar, Tribunal de Contas do Estado, a Controladoria-Geral da União no Piauí, a Polícia Rodoviária Federal e o GAECO do Ministério Público da Bahia.

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Edição: Com informações do MPPI.

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