Aeroporto de Teresina registrou dois relatos de interferência de raio laser em 2022

O raio laser, quando apontado contra a cabine de comando de um avião, provoca distração, ofuscamento e cegueira momentânea.

26/09/2022 13:00h - Atualizado em 26/09/2022 13:09h

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O uso indevido de ponteiras de raio laser contra cabines de comando das aeronaves é um risco potencial para segurança das operações aéreas. No Aeroporto de Teresina, duas ocorrências desta natureza já foram registradas em 2022. Por isso, a concessionária que administra o aeroporto localizado na capital piauiense pede a colaboração da população.


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Foto: Divulgação

Segundo o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), o raio laser, quando apontado contra a cabine de comando de um avião, provoca distração, ofuscamento e cegueira momentânea, que podem comprometer a habilidade dos pilotos durante os procedimentos de pousos e decolagens, que são os momentos mais delicados do voo. Os danos podem levar à situação extrema de perda de controle em voo, em especial, nos casos de aeronaves tripuladas por um único piloto.

“Desde que assumiu a administração do Aeroporto de Teresina, em março deste ano, a CCR Aeroportos trabalha para aumentar cada vez mais a segurança das operações. Nesse sentido, a concessionária solicita o apoio da população para que não use indevidamente raio laser, assim todos colaboram para não colocar em risco a vida dos passageiros e tripulantes que estão a bordo de uma aeronave”, destaca a gerente do Aeroporto de Teresina, Sandra Neves.

Vale ressaltar que, conforme o Código Penal, Art. 261, expor a perigo aeronave ou praticar qualquer ato que possa impedir ou dificultar a navegação aérea é crime, com pena de dois a cinco anos de prisão.

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