Covid-19: Teresina inicia vacinação de crianças com comorbidades

De acordo com a FMS, cerca de 9 mil crianças com comorbidades devem ser imunizadas nesse primeiro momento.

18/01/2022 09:42h - Atualizado em 18/01/2022 12:36h

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Iniciou nesta terça-feira (18) a vacinação de crianças com comorbidades em Teresina contra a Covid-19. Segundo o presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Gilberto Albuquerque, a Capital possui cerca de 9 mil crianças com comorbidades que podem ser imunizadas nesse primeiro momento da campanha.


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(Foto: Assis Fernandes/ODIA)

Ao todo, 11 Unidades Básicas de Saúde (UBS) foram disponibilizadas para a aplicação das doses do imunizante contra a covid-19. "A determinação da Nota Técnica do Ministério da Saúde é de que a vacina das crianças seja aplicada em um local diferente da vacina dos adultos. Por isso, estamos disponibilizando 11 UBS", afirmou o presidente da FMS.

Segundo ele, Teresina recebeu 4.400 doses do imunizante da farmacêutica Pfizer/Cominarty. A previsão é de mais 4.500 doses sejam recebidas nesta quarta-feira (19), total suficiente para imunizar as crianças dessa primeira etapa.

De acordo com o levantamento feito pela FMS, Teresina tem 90 mil crianças aptas a tomarem a vacina e o agendamento para esse público será aberto conforme novas doses forem chegando. Atualmente, a capital tem 99,87% da população adulta vacinada com a primeira dose.

(Fotos: Nathália Amaral/ODIA)

Wellington França, analista de sistemas, é pai de Francisco Miguel, de 5 anos. Segundo ele, o filho é uma criança do espectro autista e, por isso, continua tendo aulas presenciais. Com a vacina, a família espera ter mais tranquilidade para retomar a rotina. "A gente que é pai fica preocupado com a saúde deles, a gente não sabe como anda o ambiente nas escolas, então recebi com muita alegria a vacina para as crianças autistas e com comorbidades", destaca.

Wellington França e seu filho Francisco Miguel, de 5 anos (Foto: Nathália Amaral/ODIA)

O arquiteto Wellington Camarço também esteve na UBS do bairro Santa Isabel para imunizar o filho André Camarço, de 10 anos. Diabético, o pequeno teve que se adaptar à nova realidade com a pandemia, para evitar ser contaminado pela doença.

Wellington Camarço  levou o filho André Camarço, de 10 anos, para vacinar. O menino é diabético

"Ele carrega consigo essa condição, e, quando surgiu essa doença, a nossa preocupação era com a saúde dele. Toda a família teve que cuidar e criar uma espécie de barreira para que essa doença não chegasse até ele. [A vacina] é quase como uma chave para um mundo novo, voltar a sentir um pouco do gosto de uma vida normal", afirmou.

O pai deixou ainda um recado para as famílias que temem vacinar os filhos contra a covid-19. "É difícil negociar e discutir com negacionista, tento apelar pela vida dos seus filhos, já que ele não preserva a sua vida, que ele tenha o mínimo de responsabilidade de zelar com a vida do seu filho, porque as crianças são o nosso futuro", pede.

diretora de Vigilância em Saúde da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Amariles Borba, recebeu a primeira dose da vacina há exatamente um ano. Com vasta experiência na área da Saúde, em especial na imunização de crianças, a médica alerta para a importância da vacina, não apenas contra a covid-19, mas todas disponíveis no calendário do SUS. 

"Estamos otimistas, acreditando que a população acredita nos profissionais da Saúde. Vacinar é preciso. Nossas crianças precisam ser protegidas. É importante não esquecer também de fazer a vacinação de rotina, porque as doenças que estão sob controle não avisam quando podem chegar ", destaca.

Crianças indígenas tomam primeira dose da vacina

Além das crianças com comorbidades, um total de 11 crianças indígenas também receberam a primeira dose da vacina contra a covid, na aldeia Ukair, em Teresina. A ação cumpre mais uma etapa da campanha de imunização infantil, que inclui indígenas de 5 a 11 anos aldeados como grupo prioritário para receber a dose neste primeiro momento. 

Benjamin Nairó, da etnia Guajajara, de nove anos, foi a primeira criança da aldeia a receber a vacina. Ele contou que, apesar da injeção, ficou satisfeito em estar protegido. “Não doeu, foi uma picadinha de formiga. Estou feliz porque a vacina salva”, disse o garoto, que recebeu um certificado de heroísmo por ter enfrentado o coronavírus. 

Foto: Divulgação/FMS

O pai de Benjamin, Aquiles Nairó, aguardava a oportunidade com muita expectativa, e disse que vê o imunizante como a principal arma para vencer a pandemia. “Muitas famílias perderam crianças e adultos para a covid, por isso acho que a gente tem que acreditar na vacina, confiar completamente. Sabemos que muitos países estão aplicando há um bom tempo e estamos muito ansiosos e felizes de estar participando desta etapa de combate à pandemia”, declarou.

Aliã Wamiri, vice-cacica da aldeia Ukair, comemorou e agradeceu a oportunidade. “É um importante imunizarmos nossas crianças para ajudar a diminuir a propagação da pandemia e a salvar vidas. É um ato de amor, uma oportunidade para a sociedade ver a gente como exemplo, de que a gente ama e que a gente quer a vacina, porque a vacina salva”, disse.

Novo lote de vacinas para crianças deve chegar nesta terça (18)

A chegada do segndo lote de vacinas para as crianças teve seu horário alterado. O lote antes previsto para chegar ao meio dia em Teresina, foi transferido para o voo, que deve aterrissar às 17h50, desta terça-feira (18), no aeroporto de Teresina. Serão 20.200 vacinas para crianças de 05 a 11 anos.

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