Homem faz arrastão e foge após trancar alunos em sala de aula na UFPI

Cerca de 20 alunos foram vítimas de um arrastão que ocorreu na sala 432, no Centro de Ciências da Educação (CCE)

23/09/2022 11:54h

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Cerca de 20 alunos foram vítimas de um arrastão na noite desta quinta-feira (22) dentro da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Campus Ministro Petrônio Portella. Segundo relatos dos estudantes, o assalto ocorreu na sala 432, no Centro de Ciências da Educação (CCE), por volta das 20h.

O homem teria entrado na sala pedindo que os estudante abaixassem a cabeça, ficassem calados e colocassem celulares e seus objetos pessoais em cima das mesas. Em seguida, pediu que a professora recolhesse os aparelhos enquanto ele ficava parado na porta da sala.

No mês de junho, quando as aulas presenciais da UFPI retornaram, os primeiros dias foram marcados por diversos assaltos e arrastões. No dia 21, cerca de 40 celulares foram levados por criminosos durante arrastões realizados em diversos horários. Os ataques aconteceram nas paradas de ônibus enquanto os estudantes aguardam o transporte público, e teriam ocorrido nos horários das 15h, 19h e 21 horas.


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“A gente estava assistindo aula, ele chegou na sala, olhou para todo mundo e não falou nada. A gente achava que ele ia divulgar alguma coisa, algum evento, e todo mundo ficou normal. Aí ele mandou todo mundo baixar a cabeça e ficar calado. Quando a gente se tocou que era um assalto todo mundo ficou sem reação, ele mandou a professora sentar e depois que ela recolhesse os telefones. Aí ela começou a passar nas carteiras e pegou os telefones de alguns que deram. Como ele ficou na porta, ele não conseguiu assaltar todo mundo”, disse um dos estudantes que estava na sala.

De acordo com o estudante, a ação foi rápida. “Ele disse ‘vocês só vão sair da sala depois de 30 minutos’. Quando ele saiu, as meninas colocaram uma mesa na porta e começaram a ligar para a polícia. Ele trancou a gente com um cadeado pelo lado de fora. O pai de uma das minhas colegas chegou na sala tentando entrar e percebeu que ele tinha trancado a gente por fora da sala”, contou.

O jovem relatou que ele e algumas amigas não tiveram os celulares levados porque estavam do lado oposto ao da porta e esconderam os aparelhos embaixo das pernas. “Eu acho que ele estava nervoso, porque ele não fez um arrastão, não levou o notebook da professora que estava aberto em cima da mesa ou os celulares que estavam em cima da mesa, ele só coletou alguns e foi embora. Tem a questão da impotência, de não poder fazer nada. Eu só queria estar em casa ”, disse o estudante chorando.

(Foto: Reprodução/UFPI)

Outro estudante relatou que o assaltante levou os objetos pessoais dos alunos e o relógio da professora. Assim que o homem foi embora, os alunos que ainda estavam com seus celulares começaram a ligar para a polícia.

“Como estávamos trancados, precisávamos de alguém para abrir. A professora conseguiu o contato da coordenação e da vigilância da UFPI. Quando a gente saiu, a polícia tinha acabado de chegar, perguntaram o que aconteceu. O vigilante claramente não sabia o que falar, obviamente não sabia de nada”, disse.

Pela descrição dos alunos, o homem teria entre 30 a 40 anos e que o assalto possivelmente tenha sido planejado. “Acredito que a sala não tenha sido escolhida ao léu. Quando saímos, outras meninas da minha sala disseram que viram ele no corredor minutos antes de entrarmos, que ele estava no corredor. Só que ninguém nunca imaginou que seria um assaltante. Por ser a última sala, no final do corredor, escuro, isso facilitou todo o serviço dele”, contou.

UFPI reforça segurança e conta com quase 200 vigilantes

Por meio de nota, a assessoria de comunicação da Universidade Federal do Piauí (UFPI) informa que mantém ações permanentes para garantir a segurança da comunidade acadêmica, não medindo esforços nesse sentido. No campus de Teresina, a Coordenadoria de Segurança e Vigilância atua com quase 200 profissionais, entre vigilantes desarmados e armados, efetivos e terceirizados. Em horários de pico, as ações se intensificam com duas viaturas e três motos que fazem rondas no campus.

Além disso, são realizadas rondas frequentes por viaturas da Polícia Militar, parceria sempre valorizada pela atual gestão da Universidade. A limpeza de espaços e vias e a manutenção da iluminação se somam às ações voltadas ao conforto e segurança da comunidade acadêmica.

A UFPI lamenta o ocorrido no Centro de Ciências da Educação (CCE) e se solidariza com seus professores, estudantes e servidores técnico-administrativos, ao tempo em que reafirma o compromisso em permanecer atuando em prol do bem-estar de seus públicos.

Nesse sentido, providências já estão sendo adotadas, com medidas como: reforço das atividades de segurança no campus; instalação de um número maior de câmeras na Universidade; intensificação no monitoramento das entradas de acesso às unidades de ensino; interlocução com o Governo do Estado e órgãos competentes, a exemplo da Polícia Militar.

Como espaço democrático e sendo o Campus Ministro Petrônio Portella cortado por várias vias de uso público na cidade de Teresina, a UFPI esclarece que as medidas adotadas respeitam esse contexto, valorizando o diálogo com as esferas representativas na Instituição e trabalhando em atuação conjunta com os órgãos do setor de segurança no Estado.

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