Justiça decreta ilegalidade da greve dos enfermeiros em Teresina

Categoria iria paralisar as atividades a partir de hoje, reivindicando a inclusão entre as classes que receberam reajuste salarial linear de 10,5% da Prefeitura.

09/05/2022 11:32h - Atualizado em 09/05/2022 12:00h

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O Tribunal de Justiça do Piauí (TJPI), através de liminar assinada pelo desembargador Ricardo Gentil Eulálio Dantas, decretou a ilegalidade da greve dos enfermeiros e técnicos de enfermagem de Teresina. A justiça alega que o movimento agrava “substancialmente” a prestação do serviço público de saúde na capital em meio a um surto de dengue, chikungunya e zika que demanda atendimentos de urgência.


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Foto: O Dia

O movimento paredista foi decidido ainda na semana passada após assembleia em frente ao HUT. Na ocasião, o Senatepi (Sindicato dos Enfermeiros, Auxiliares e Técnicos de Enfermagem do Piauí) disse que a greve paralisaria os atendimentos ambulatoriais e de marcação de consulta, mas que aqueles de urgência e emergência, como os prestados nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA), continuariam funcionando normalmente como prevê a lei de greve para serviços essenciais. A greve começaria a partir de hoje (09).

A categoria reclamava do que chamou de falta de diálogo com a Prefeitura de Teresina. "Mais uma vez o prefeito concedeu reajuste para outras categorias e excluiu novamente a enfermagem e outras, alegando que o reajuste de 2019 era para substituir o atual. Na verdade é uma discriminação com essas categorias que desde 2013 tentavam o mínimo de reconhecimento e valorização", disparou Erick Ricelly, presidente do Senatepi.

A justiça estipulou multa de R$ 50 mil ao Senatepi em caso de descumprimento da decisão.

Aguarde mais informações.

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