Professores de Teresina deflagram greve geral e cobram reajuste de 33%

Os educadores cobram o pagamento do reajuste de 33% no piso salarial estabelecido pelo presidente da República

07/02/2022 12:45h

Compartilhar no

Os servidores da rede municipal de ensino da capital deflagraram na manhã desta segunda (07) uma greve geral no sistema de educação de Teresina. A decisão foi tomada após uma assembleia setorial dos servidores, na praça da bandeira. Os educadores cobram o pagamento do reajuste de 33% no piso salarial estabelecido pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, após portaria assinada por ele e o Ministro da Educação Milton Ribeiro, na última sexta (04).

Em crise desde o início da gestão, professores e prefeitura caminham em sentidos opostos. Desde o ano passado os educadores cobram o repasse do rateio do Fundeb, e protestam pelo não pagamento do décimo terceiro salário em 2021 para profissionais temporários. Partiu dos próprios professores as denúncias de irregularidades na compra dos 100 mil livros “Teresina Educativa”. A aquisição foi suspensa pela justiça e o Prefeito e o Secretário de Educação são investigados por suspeitas de corrupção. 

O Coordenador Geral do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais De Teresina (Sindserm), Sinésio Soares, confirmou a decretação da greve e fez graves denúncias contra a gestão de Dr. Pessoa. “Fizemos uma assembleia geral, desde janeiro está em vigor a lei que prevê um reajuste de 33%, o prefeito recebendo a nossa correspondência dia 10 de janeiro e até hoje não deu nenhuma resposta. Tem R$ 55 milhões na conta da prefeitura em janeiro e já entrou mais R$ 2,7 milhões em fevereiro, pode pagar, não paga por que não quer. Quer usar esse dinheiro para que ?”, lamentou o dirigente sindical.

Sinésio revelou ainda que a entidade sindical acionará o Ministério Público Federal contra as irregularidades e aguarda uma posição do Ministério Público do Trabalho. “Estamos vigilantes, vamos continuar com a denúncia no TCE e agora vamos entrar no Ministério Público Federal. Queremos o retorno das aulas o mais rapidamente, fizemos uma denúncia no Ministério Público do Trabalho (MPT) para que a Semec compre equipamento individual, coloque a estrutura necessária, faça o arejamento das salas, como está nas diretrizes e a Semec divulgou, eles nem responderam o MPT”, finalizou o servidor público.

A Secretaria Municipal de Educação foi consultada, porém revelou que não irá se manifestar a respeito da greve.

Foto: Assis Fernandes/ODIA

Alunos prejudicados

O diretor do Sindserm lamentou que a decisão da Prefeitura prejudique o processo de aprendizado dos alunos, afetados desde o ano passado pelo afastamento dos alunos das salas de aula. “Estamos preocupados por que temos um período de pandemia que vamos precisar recuperar, as crianças tiveram um prejuízo e não dá para os professores e as mães sustentarem a educação, a gente paga internet, as mães não são professoras, a gente paga do próprio bolso a energia, tivemos que comprar smartphone, notebook, a Prefeitura economizou, não concedeu reajuste em 2021 e agora não quer pagar o deste ano”, concluiu o diretor do Sindserm. 

É permitida a reprodução deste conteúdo (matéria) desde que um link seja apontado para a fonte!

Compartilhar no

Deixe seu comentário