Suspeita de se passar por médica é solta por juiz em Teresina

A falsa neurologista foi presa em flagrante nesta segunda (16), acusada de estelionato

17/05/2022 17:25h

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A mulher presa em flagrante acusada de exercer ilegalmente a medicina em Teresina, teve a liberdade provisória concedida pelo juiz federal substituto Brunno Christiano Carvalho Cardoso, nesta terça-feira (17). Iaponyra Soares Pereira de Sousa e Silva foi indiciada pelo crime de Estelionato. Ela se utilizava de um registro pertencente a uma médica que atuava na cidade de Miguel Alves, quando tentou ministrar uma palestra na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PI).

Iaponyra Soares Pereira de Sousa e Silva se passava por neurologista e utilizava registro de outra pessoa (Foto: Reprodução/Instagram)

Na decisão, o juiz pontua que a suspeita se apresentou como neurologista a fim de participar da palestra, quando, na verdade, a mesma é técnica em enfermagem. Em sua bolsa, foram encontrados um carimbo de médico, folhas com timbre de um hospital, além de uma ficha de atendimento com carimbo e assinatura de outra profissional. 

Ao verificar a conversão da prisão de flagrante para preventiva, o juiz destacou que a falsidade empregada não se deu no exercício da medicina, o que não pôs em risco a vida de terceiros. "Igualmente não vejo como se fundamentar a prisão no ceio de risco à aplicação da lei penal, pois a detida possui endereço fixo e conhecido, além de não possuir histórico algum em seu desfavor", afirma. 

O magistrado determinou medidas cautelares sejam cumpridas, entre elas o comparecimento periódico em juízo para informar e justificar atividades, além da proibição de se ausentar de Teresina quando for pertinente para a investigação. 


Entenda o caso

A Polícia Federal do Piauí prendeu, na tarde de ontem (16), uma mulher acusada de exercer ilegalmente a medicina em Teresina. A denúncia foi realizada pela Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Piauí, através da Comissão de Direito da Saúde e da Ouvidoria, em conjunto com o Conselho Regional de Medicina do Piauí (CRM-PI). Segundo a OAB, a mulher se apresentou como neurologista e iria participar de uma palestra sobre saúde mental organizada pela entidade. 

O médico e presidente da Comissão de Direito da Saúde, Williams Cardec, conhecia a médica que estava tendo seus dados utilizados. “Fizemos uma busca nos nossos arquivos e verificamos que o CRM em que ela utilizava pertencia a outra pessoa. Acionamos a Polícia Federal e ela foi presa em flagrante, e agora vai prestar esclarecimentos para a Justiça”, informou o advogado.


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Edição: Adriana Magalhães

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